Coração de Sião

Coração de Sião - Março de 2015

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ORAÇÃO, JEJUM E MISERICÓRDIA! 

Estamos no Tempo da Quaresma, período propício para a nossa conversão, para nos achegarmos ao Coração Amoroso de Deus, mas para isso precisamos desejar e usar dos meios que a Igreja nos indica.

“Há três coisas, meus irmãos, três coisas que mantêm a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude. São elas a oração, o jejum e a misericórdia. O que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe. Oração, misericórdia, jejum: três coisas que são uma só e se vivificam reciprocamente.

O Jejum é a alma da oração e a misericórdia dá vida ao jejum. Ninguém queira separar estas três coisas, pois são inseparáveis. Quem pratica somente uma delas ou não pratica todas simultaneamente, é como se nada fizesse. Por conseguinte, quem ora também jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede; pois aquele que não fecha seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.

Quem jejua, pense no sentido do jejum; seja sensível à fome dos outros quem deseja que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso quem espera alcançar misericórdia; quem pede compaixão, também se compadeça; quem quer ser ajudado, ajude os outros. Muito mal suplica quem nega aos outros aquilo que pede para si.

Homem sê para ti mesmo a medida da misericórdia; deste modo alcançarás misericórdia como quiseres, quanto quiseres e com a rapidez que quiseres; basta que te compadeças dos outros com generosidade e presteza.

Peçamos, portanto, destas três virtudes  oração, jejum, misericórdia  uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam para nós uma única defesa, uma única oração sob três formas distintas.

Reconquistemos pelo jejum o que perdemos por não saber apreciá-lo; imolemos nossas almas pelo jejum, pois nada melhor podemos oferecer a Deus como ensina o Profeta: Sacrifício agradável a Deus é um espírito penitente; Deus não despreza um coração arrependido e humilhado (cf. Sl 50,19).

Homem oferece a Deus a tua alma, oferece a oblação do jejum, para que seja uma oferenda pura, um sacrifício santo, uma vítima viva que ao mesmo tempo permanece em ti e é oferecida a Deus. Quem não dá isto a Deus não tem desculpa, porque todos podem se oferecer a si mesmos.

Mas, para que esta oferta seja aceita por Deus, a misericórdia deve acompanhá-la; o jejum só dá frutos se for regado pela misericórdia, pois a aridez da misericórdia faz secar o jejum. O que a chuva é para a terra, é a misericórdia para o jejum. Por mais que cultive o coração, purifique o corpo, extirpe os maus costumes e semeie as virtudes, o que jejua não colherá frutos se não abrir as torrentes da misericórdia.

Tu que jejuas, não esqueças que fica em jejum o teu campo se jejua a tua misericórdia; pelo contrário, a liberalidade da tua misericórdia encherá de bens os teus celeiros. Portanto, ó homem, para que não venhas a perder por ter guardado para ti, distribui aos outros para que venhas a recolher; dá a ti mesmo, dando aos pobres, porque o que deixares de dar aos outros, também tu não o possuirás”.

 

Fonte – Lit. Horas - dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo - (Sermão 43: PL 52,320. 322) (Séc.IV).

  


INTENÇÕES DO MÊS

Neste mês vamos pedir ao Senhor, através de nossas orações e jejuns quaresmais, que sejam alcançados os objetivos da Campanha da Fraternidade, cujo o tema é “Fraternidade: Igreja e Sociedade” reflete, medita e reza a presença da Igreja na sociedade. Igreja como comunidades que vivem na sociedade e dela participam. Igreja como cristãos que atuam, constroem e constituem a sociedade.

Essa atuação, essa construção é própria dos cristãos. Por isso, “a Igreja afirma o direito de servir o homem na sua totalidade, dizendo-lhe o que Deus revelou sobre o homem e sua realização, e ela deseja tornar presente aquele patrimônio imaterial sem o qual a sociedade se desintegra, as cidades seriam arrasadas por seus próprios muros, abismos e barreiras. A Igreja tem o direito e o dever de manter acesa a chama da liberdade e da unidade do homem.”

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS

Peçamos por nossas intenções, rezando a oração da Campanha da Fraternidade 2015:

“Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do Reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso”. Amém!

E agora clamemos o Espírito Santo: “Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos: Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo Senhor nosso”. Amém!

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.



 

 

 

 

 

 

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Coração de Sião - Fevereiro de 2015

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A RAZÃO DE NOSSA GLÓRIA É ESTA!

Neste mês gostaria que refletíssemos um pouco sobre o lugar que Cristo Jesus está ocupando em nossa vida e em tudo que a ela está relacionada.

Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão”. (1 Jo 4, 19 - 21).

A cada início de ano nos enchemos de expectativas, mas será que essas são coerentes com este grande Amor que Deus tem por cada um de nós? Precisamos saber onde está a nossa esperança, em quem esperamos.

Normalmente nossas expectativas são de interesse pessoal e se baseiam em projetos, em promessas, em mudanças... Por isso, grande parte delas são frustradas em sua concepção, pois não as colocamos sob o olhar Daquele que tudo pode. É preciso que compreendamos que toda a nossa vida, expectativas, nossa esperança, já nesta vida, deve estar sob o Senhorio de Cristo.

Agora é preciso saber que “se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima”. (1 Cor 15, 19)

Para um melhor encaminhamento da nossa vida, devemos ter consciência que a razão da nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que, no mundo e particularmente entre nós, temos agido com santidade e sinceridade diante de Deus, não conforme o espírito de sabedoria do mundo, mas com o socorro da graça de Deus”. (2 Cor 1, 12)

Se nossa vida, o nosso viver, nossos projetos, nossas expectativas e tudo mais está sob o Senhorio de Cristo, com certeza obteremos a partir do Amor Misericordioso de Cristo o socorro da “Graça de Deus"!

Precisamos, no entanto a cada manhã, a cada dia, dizer: hoje eu “entrego o meu caminho ao Senhor; confio nele, e ele tudo fará”. (cf. Sl 36,5).

Todos nós nos dias atuais, para que nossas vidas e tudo mais possam ter o verdadeiro sentido, precisamos fazer uma grande experiência com o Amor do Senhor, que nos envolve e que quer que o Seu Amor seja compartilhado, seja testemunhado.

Vamos encerrar aqui esta reflexão ainda com um aprendizado que Ele mesmo nos diz: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas”. (Mt 11, 29)


INTENÇÕES DO MÊS

 

Peçamos que o Senhor nos ajude neste tempo a sermos testemunhos do Seu amor.

E ainda coloquemos como intenção os pedidos de Nossa Senhora em Medjugorje (em 25/01/2015) que nos diz: “Também hoje eu os chamo: vivam a sua vocação em oração. Agora, como nunca antes, Satanás quer sufocar o homem e sua alma com o seu vento contagioso do ódio e da agitação. Em muitos corações não há alegria, porque não há Deus ou oração. O ódio e a guerra estão crescendo dia a dia. Eu os estou chamando, filhinhos, a começar de novo, com entusiasmo, a caminhada de santidade e de amor; desde que eu vim no meio de vocês por causa disso. Juntos vamos ser amor e perdão para todos aqueles que conhecem e querem amar somente com um amor humano e não com aquele amor incomensurável de Deus para o qual Deus os chama. Filhinhos, possa a esperança em um amanhã melhor estar sempre em seu coração”. 

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!       

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REZEMOS

Rezemos: “Não me irrites por causa dos que agem mal, nem invejes os que praticam a iniquidade, pois logo eles serão ceifados como a erva dos campos, e como a erva verde murcharão. Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança. Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá. Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá. Como a luz, fará brilhar a tua justiça; e como o sol do meio-dia, o teu direito. Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele. Não invejes o que prospera em suas empresas, e leva a bom termo seus maus desígnios. Guarda-te da ira, depõe o furor, não te exasperes, que será um mal, porque os maus serão exterminados, mas os que esperam no Senhor possuirão a terra. Mais um pouco e não existirá o ímpio; se olhares o seu lugar, não o acharás. Quanto aos mansos, possuirão a terra, e nela gozarão de imensa paz”. (Sl 36, 1-11)

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.

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Coração de Sião - Janeiro de 2015

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ESPERAMOS O QUE NÃO VEMOS!

Estamos no início de mais um ano, com certeza, todos temos grandes expectativas, de crescimento, de dias melhores, quando serão superadas: a dor da perda, a falta do emprego, a cura física e tantos outras situações que afligem nosso viver.

É este o preceito salvífico de nosso Senhor e Mestre: Quem perseverar até o fim, será salvo (Mt 10,22). E ainda: Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8,31-32).

É preciso ter paciência e perseverar, irmãos caríssimos, para que, tendo sido introduzidos na esperança da verdade e da liberdade, possamos chegar à verdade e à liberdade. O fato de sermos cristãos exige que tenhamos fé e esperança, mas a paciência é necessária para que elas possam dar seus frutos.

Nós não buscamos a glória presente, mas a futura, como também ensina o Apóstolo Paulo: Já fomos salvos, mas na esperança. Ora, o objeto da esperança não é aquilo que se vê; como pode alguém esperar o que já vê? Mas se esperamos o que não vemos, é porque o estamos aguardando mediante a perseverança (Rm 8,24-25). A esperança e a paciência são necessárias para levarmos a bom termo o que começamos a ser e para conseguirmos aquilo que, tendo-nos sido apresentado por Deus, esperamos e acreditamos.

Noutro lugar, o mesmo Apóstolo ensina os justos, os que praticam o bem e os que acumulam para si tesouros no céu, na esperança da felicidade eterna, a serem também pacientes, dizendo: Portanto, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, principalmente aos irmãos na fé. Não desanimemos de fazer o bem, pois no tempo devido haveremos de colher, sem desânimo (Gl 6,10.9).

Ele recomenda a todos que não deixem de fazer o bem por falta de paciência; que ninguém, vencido ou desanimado pelas tentações, desista no meio do caminho do mérito e da glória, e venha a perder as boas obras já feitas, por não ter levado até o fim o que começou.

Finalmente, o Apóstolo, ao falar da caridade, une a ela a tolerância e a paciência. A caridade, diz ele, é paciente, é benigna; não é invejosa, não se ensoberbece, não se encoleriza, não suspeita mal; tudo ama, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1Cor 13,4-5). Ensina-nos, portanto, que só a caridade pode permanecer, porque é capaz de tudo suportar.

E noutra passagem diz: Suportai-vos uns aos outros com amor; aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz (Ef 4,2b-3). Provou deste modo que só é possível conservar a união e a paz quando os irmãos se suportam mutuamente e guardam, mediante a paciência, o vínculo da concórdia.

Fonte: Liturgia das horas vol I - do tratado sobre o bem da paciência, de S.Cipriano, bispo/ mártir - (Nn. 13 et 15: CSEL 3,406-408) - (Séc. III) 

 


INTENÇÕES DO MÊS

Peçamos que Senhor nos ajude, neste tempo a sermos testemunhos de conversão.

Diante dos desajustes e desequilíbrios do mundo, da sociedade... da humanidade, temos todos muitas intenções em nossos corações, mas o que pedir. “Não obtendes porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes com vossas paixões”. (cf. Tg 4, 2-3)

Ouvi alguém falar que não agrada a Deus as súplicas em favor particular, ou seja, eu preciso disto ou daquilo. Portanto, as intenções que alcançam o coração de Deus, são as que fazemos em favor daqueles muitos que hoje sofrem e precisam da intervenção divina.

Diante disso, peçamos por todos os planejamentos e projetos em favor daqueles que mais sofrem, seja nos hospitais, nos presídios, nas periferias, inclusive aqueles que estão a nossa volta, pois muitas das vezes, são estes os que mais sofrem e precisam das nossas orações.

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!       


REZEMOS

“Aquele que, em virtude do poder que atua em nós, é capaz de fazer que superabundemos para além do que pedimos ou pensamos, a Ele seja dada a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todos os séculos dos séculos. Amém” (Ef. 3, 20-21).

Rezemos: Senhor, vós sois fonte de amor e de paz! Tem paz em si quem permanece no vosso amor e se deixa guiar por vossa palavra. Neste mundo, muita gente perdeu a paz e vive, hoje, de roubar a paz dos outros. A guerra é tramada, arquitetada em nome de interesses econômicos, políticos e religiosos. A paz é agredida, como uma criança indefesa... Não pode haver amor e paz nos corações que se esquecem de vós. Não pode existir paz onde reina a injustiça. O mundo está morrendo, carente e faminto do pão da paz. Tende piedade dos que são vítimas da falta de paz, da violência e das injustiças.

Enviai sobre nós um sopro novo do Seu Espírito e que atinja todos líderes políticos e religiosos, das instituições, de todos os povos e de todas as raças, de todas as famílias e de cada pessoa. Amém!

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

 

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.

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