Lectio Divina - Ano C - 2018/2019

5º Domingo da Páscoa - ANO C - 19 de maio de 2019

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TEXTO BÍBLICO - Evangelho de São João 13,31-33a.34-35

Quando Judas saiu do cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e o glorificará sem demora.
Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou com vocês. Eu lhes dou um mandamento novo: que vocês se amem uns aos outros. Como Eu os amei, amem-se também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que vocês são meus discípulos: se se amarem uns aos outros.
 
Lembrando:
Estamos na fase final da caminhada histórica do “Messias”. Aproxima-se a “Hora”, o momento em que vai nascer – a partir do testemunho do amor total cumprido na cruz – o Homem Novo e a nova comunidade. Este trecho nos coloca na última ceia, na qual Jesus se despede dos discípulos e lhes deixa as últimas recomendações. Jesus acabou de lavar os pés aos discípulos (Jo 13,1-20) e de anunciar a traição de um do grupo (Jo 13,21-30). Está presente o seu amor (que se faz serviço simples e humilde da lavagem dos pés). Jesus se despede. É o resumo de uma vida feita de amor e partilha: é testamento final. Aproxima-se o fim e é preciso recordar aos discípulos o que é fundamental na proposta cristã.
 A entrega de Jesus na cruz vai manifestar a todos a lógica de Deus e mostrar a todos como Deus é: amor radical, que se faz dom até às últimas consequências.
 O “mandamento novo”: com a expressão “meus filhos” (vers. 33a) – o que nos coloca num quadro de solene emoção e nos leva ao “testamento” de um pai que, à beira da morte, transmite aos seus filhos a sua sabedoria de vida e aquilo que é verdadeiramente fundamental.
 
Reflexão da Palavra:
* Quem não participa deste momento tão íntimo de Jesus com seus discípulos?
* Que sentimentos Jesus manifesta e diante de quem?
* Que diz a seus discípulos com previsão do que vai acontecer?
* Qual é a última palavra de Jesus aos seus, o seu ensinamento fundamental?
* Como as pessoas vão reconhecer os seus amigos como seus discípulos?
 
1. O R A Ç Ã O:
Guiados pelo teu Espírito, nós Te glorificamos, Pai, com o teu Filho Jesus. Nós
Te bendizemos, Jesus Cristo, com tua presença pela qual Tu te comunicas conosco pela Palavra e pelo Pão. Nós Te pedimos, Pai, que o teu Espírito nos fortaleça, para viver segundo o mandamento novo que nos deste pela palavra e pela vida do teu Filho Jesus. Deus que fazes novas todas as coisas, nós Te louvamos por tua morada no meio dos homens. Nós Te confiamos os nossos irmãos e irmãs que estão em provação: que chegue o dia em que Tu lhes enxugarás as lágrimas dos seus olhos dissipando toda a tristeza.
 
2. M E D I T A Ç Ã O:
O amor de que Jesus fala é o amor que acolhe, se faz serviço, respeita a dignidade do outro, não discrimina, que se faz dom total para que o outro tenha mais vida.   Jesus prediz que não estará mais entre eles. Mas anuncia que por sua ressurreição vai estar presente pelo amor que os seus discípulos terão uns para com os outros! Por este amor serão reconhecidos como seus discípulos.
 
* Minha vida religiosa é de uma religião do amor, ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos?
* Nas nossas atitudes uns para com os outros, os homens descobrem a presença do amor de Deus no mundo? Amamos mais do que os outros e interessamo-nos mais do que eles pelos pobres e pelos que sofrem?
                        
3. C O N T E M P L A Ç Ã O:
Só olhando Jesus saberemos como Ele nos amou. Sua maneira de nos amar vai além de nossa maneira de amar. Por isso nos convida a viver entre nós um amor novo! As exigências de um tal amor podem fazer-nos pensar que nunca chegaremos aí! Ele diz-nos: Como Eu, que os amo e lhes dou o amor infinito do Pai, deixem-se amar, como uma criança que se deixa tomar nos braços da sua mãe e do seu pai. Àquele que vem até Mim, não o abandonarei. Derramarei sobre vocês a força do próprio Amor que é Deus. Com esta força irão para além das capacidades humanas. Poderão aprender a amar como Eu os amo. Sim, Senhor, quero ir para junto de Ti, para aprender a amar como Tu amas!
 
4. A Ç Ã O:
Propostas pessoais:
Exercitarei meus pensamentos e sentimentos me propondo a amar. Trabalhar dentro de mim para purificar minha maneira de estar com os outros. Propor-me como desejo e vontade: quero ver em cada pessoa um filho querido de Deus e meu irmão a quem quero mostrar com alegria toda a minha atenção e carinho.
 
Propostas comunitárias:
Nesta semana, vou encontrar homens, mulheres, jovens, crianças… Como vou amá-los “como Jesus”, isto é, sem fingimentos, gratuitamente, sinceramente, dando-me a eles com o melhor de mim mesmo… A nossa vida de batizados deve ser sinal no meio da indiferença do mundo. Segundo o amor que teremos uns para com os outros… todos verão que somos discípulos de Cristo!
 
 
Fonte – Diocese de Petrópolis
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3° Domingo de Páscoa - ANO C - 05 de maio de 2019

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Texto bíblico: Evangelho de São João 21, 1-19

Jesus apareceu aos discípulos na margem do mar de Tiberíades. Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, Natanael de Caná, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. Pedro disse: Eu vou pescar. Eles disseram: Nós também vamos. Saíram e entraram na barca. Naquela noite não pescaram nada. Quando amanheceu, Jesus estava na margem. Os discípulos não sabiam que era Jesus. Então Jesus perguntou: Ei! Vocês têm alguma coisa para comer? Eles responderam: Não! Então Jesus falou: Joguem a rede do lado direito da barca. E vocês acharão peixe. Eles jogaram a rede e já não conseguiam puxá-la para fora de tanto peixe que pegaram.  Então o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu a roupa e pulou dentro da água. Os outros discípulos foram na barca, que estava a cem metros da margem. Eles arrastaram a rede com os peixes. Logo que pisaram em terra firme, viram um peixe na brasa e pão. Jesus disse: Tragam alguns peixes que vocês acabaram de pescar. Então Simão Pedro subiu na barca e arrastou a rede para a praia. Estava cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de tantos peixes a rede não se arrebentou. Jesus disse para eles: Vamos, comam. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus se aproximou, tomou o pão e distribuiu para eles. Fez a mesma coisa com o peixe.  Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, você me ama mais que estes outros? Pedro respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus disse: Cuide de meus cordeiros. Jesus perguntou de novo a Pedro: Simão, filho de João, você me ama? Pedro respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus disse: Tome conta de minhas ovelhas. Pela terceira vez, Jesus perguntou a Pedro: Simão, filho de João, você me ama? Então Pedro ficou triste porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Disse a Jesus: Senhor, tu me conheces tudo, e sabes que eu te amo. Jesus disse: Cuide de minhas ovelhas. Eu garanto a você, quando você era mais moço, você se colocava o cinto e ia aonde queria. Quando você ficar mais velho, estenderá suas mãos e outro colocará o cinto em você e o levará para onde você não quer ir. Jesus falou isso aludindo ao tipo de morte com que Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: Siga-me! Esta foi a terceira vez que Jesus ressuscitado dos mortos apareceu aos discípulos.

 

Relembrando: Uns apóstolos após a ressurreição de Cristo foram pescar. Tentaram a noite toda e nada pescaram. Jesus aparece na praia e manda que eles joguem as redes. Pescam muitos peixes. João reconhece Jesus e fala a Pedro. Pedro nada até a praia. Jesus prepara a refeição para eles. Eles trazem também seus peixes. Jesus pergunta três vezes a Pedro se ele O ama. Pedro diz que o ama. De cada vez, manda cuidar das ovelhas e cordeiros. Jesus depois fala sobre o futuro de Pedro e pede-lhe que o siga!            

* Quem eram os apóstolos que se encontraram e que foram fazer? Conseguiram?

* Quem apareceu na praia, que pediu, que mandou?

* Que fizeram os apóstolos e que conseguiram?

* Que disse João a Pedro e o que este fez?

* Que preparou Jesus?  Que perguntou a Pedro e o que este respondeu?

* Que mais Jesus falou a Pedro sobre o seu futuro? 

M E D I T A Ç Ã O:

Imaginemos o quadro do encontro dos apóstolos... O que iriam conversando. Para não ficar à toa sem Jesus, resolveram ir pescar, como uma outra vez... Que noite cansativa e nenhum peixe... Voltando, um desconhecido lá na praia pede comida... Não tinham nada... Pescadores treinados ouvem do estranho: Joguem a rede! Quase sem pensar, jogam... E aparecem peixes e mais peixes. Era Jesus... Veio estar com eles onde sempre estiveram em seu trabalho... Na praia foram chamados e aqui de novo convocados... Jesus se apresenta onde nós vivemos e estamos... Nossa vida seja qual for, nosso trabalho, é sempre lugar de encontro com o Senhor... Quer estar onde nós estamos... 

O R A Ç Ã O:

Meu Senhor Jesus, na barca de minha vida, remando no lago de minhas ocupações, às vezes nem saio do lugar. Giro, giro e não vou para frente. Levanto pela manhã, começo meu dia, dirijo meus passos por caminhos conhecidos, parecendo nunca ter passado por ali. Chego ao fim do dia, minha rede está vazia. Os amigos se foram. Estou sozinho na areia da praia de minha vida... Sinto falta de Ti, meu Senhor, de ouvir tua voz, de ser abraçado por Ti. E Tu estás a meu lado. Às vezes não consigo reconhecer-Te... Toca, Senhor, nas pálpebras fechadas de meus olhos. Possa eu enxergar e poder dizer: És o meu Senhor!      

C O N T E M P L A Ç Ã O:

O Senhor preparou-nos um lugar próprio para que juntos possamos partilhar nossos sentimentos, avaliar nossa caminhada com Ele. O que mais agrada a Deus somos nós mesmos, nossa vida, nossos desejos, nossos sonhos... Senhor, meu passado me lembra como caminhei e por onde. O futuro me convida a retomar o caminho na direção mais acertada... Quero, Senhor, ter o olhar de João para enxergar-te na praia de minha vida.  Que minha mente e meu coração guardem a lembrança de Teu rosto amigo, muito ligado a mim. Quero sempre reconhecer-Te onde estiver e por onde eu passar! 

A Ç Ã O:

Proposta pessoal:

Vou estabelecer momentos próprios e melhores para estar a sós com Deus, para abrir-lhe meus sentimentos, minha caminhada para frente ou para trás. E pedir-lhe como São Pedro: Senhor, tu sabes tudo. Tu sabes que eu Te amo.

Proposta comunitária:

A quem em minha família, no meu círculo de amizades, nos companheiros de pastoral, eu possa e deva afirmar com certeza, levando-o para uma missa, ou reunião, apontando para Jesus: Olha é o Senhor. Vem ao nosso encontro. Vamos estar com Ele.

 

Fonte – Diocese de Petrópolis

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Domingo de Ramos - ANO C - 14 de abril de 2019

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TEXTO BÍBLICO - Evangelho de São Lucas 23, 1-49 (Leitura breve) 

Resumo: Começa com a apresentação de Cristo pelos chefes religiosos judeus a Pôncio Pilatos: Este homem anda incentivando revolução no meio do nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo o Cristo, o rei. Pilatos não encontra nenhum crime em Jesus, e sabendo ser da Galileia, envia ao rei de lá, Herodes. Este tenta dialogar com Cristo. Jesus nem responde. Devolve a Pilatos sem acusação. Este tenta conversar com o povo sobre a inocência de Cristo. Nada consegue. Pedem para soltar o criminoso Barrabás e que crucifique o Cristo. Pilatos entrega Jesus para ser crucificado. Jesus carrega a cruz na direção do Calvário. Simão Cirineu é forçado a ajudá-lo. Uma multidão acompanhava, mulheres choravam. Jesus é quem as consola. Jesus chega ao monte Calvário e é crucificado. Dois criminosos também foram crucificados ao seu lado. Jesus diz: Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem. Ao ladrão arrependido que pede ser lembrado: Hoje mesmo, estarás comigo no paraíso. Ao meio dia a escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde. Jesus gritou: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito. E morreu.  O oficial romano diante disto exclamou: De fato, este homem era justo.. As multidões voltaram para casa batendo no peito. Os conhecidos de Jesus que o acompanhavam desde a Galiléa, ficaram à distância, olhando essas coisas. 

Comentários: Este ano somos guiados pelo evangelista São Lucas que nutre grande admiração pelo seu Senhor. O evangelista evita descrever os detalhes cruéis ou humilhantes da Paixão: ele não usa o termo “flagelar”, não fala da coroação de espinhos. Revela grande admiração por Jesus, modelo do justo sofredor, que com docilidade à vontade de Deus, aceita os sofrimentos e ajuda outras pessoas a converterem-se e a encontrar a união com Deus. No texto maior temos: 22,7-38: última ceia; 39-46: a oração de Jesus no Jardim das Oliveiras; de 47-71: prisão e processo; 23, 1-25: o processo civil diante de Pilatos e Herodes; 23, 26-49: condenação, crucificação e morte; 23, 50-56: acontecimentos após a morte.

Sobre este trecho apresentado:

·    A quem os judeus apresentam Jesus e para que? O que diziam?

·    Que pensaram e fizeram Pilatos e Herodes?

·    A que decisão os judeus insistiam a Pilatos para tomar? E o que ele fez?

·    Que condenação Pilatos deu a Jesus e como Ele o realizou?

·    Que palavras Jesus pronunciou na cruz: por quem e para quem?

·    Que aconteceu quando Jesus morreu? Como reagiram as pessoas?


M E D I T A Ç Ã O:

Jesus aceitou a vida humana como ela é, com suas alegrias e dificuldades.Sendo Deus não forçou ninguém a aceitá-lo. Ele se apresentou, falou, mas espera sempre a resposta das pessoas. Todos têm possibilidade de responder por si mesmos, com responsabilidade.

 Aceitamos que Deus é maior que nós, todo-poderoso, e queremos mais que Ele decida por nós. Mas Deus respeita nossa liberdade e espera nossa resposta. De um lado achamos que podemos acertar e nem sempre convidamos o Senhor a nos ajudar na escolha. Quando erramos pedimos ao Senhor que conserte...

 No domingo de Ramos, louvamos e bendizemos Cristo que em Jerusalém foi aclamado pelo povo como um rei, como o Messias: Hosana, viva o Filho de Davi, o Messias prometido. Unindo-nos a toda nossa Igreja: Senhor, nossas mãos ergueram o ramo de louvor, de aceitação de Ti como nosso Rei e Senhor: peço que minha voz, minhas mãos e meus pés mostrem a entrega de meu coração, de minha vontade, de minhas decisões em tuas mãos. Como no jardim das Oliveiras, contigo queremos afirmar com fé: Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice ! Mas, não se faça a minha vontade, mas a tua!

 Vigiem e orem, disse Jesus aos apóstolos no Jardim das Oliveiras... Vigiar é estar atento, desperto, ouvidos abertos, coração acolhedor ao que Jesus nos oferece. A sociedade inventa mil maneiras atraentes convidando-nos para viver uma vida alegre sem compromissos. Cristo, nos chama para uma alegria mais estável: a partir do silêncio, da meditação, do equilíbrio de nossos sentimentos em relação a nós e aos outros. A alegria do mundo é satisfação pessoal, fechada, egoísta. A alegria de Cristo vem da satisfação que sua presença nos dá e que nós queremos comunicar a todos.                            

A Ç Ã O:

Compromissos pessoais:

·    Preparamo-nos na quaresma para estes dias mais significativos de nossa fé. Acompanhemos com atenção cada momento da vida de Jesus nesta semana, a mais santa da vida de Jesus, da Igreja e nossa.

·    Vamos convidar as pessoas a participar das cerimônias da Semana Santa. Distribuir os folhetos com as cerimônias em nossa paróquia ou comunidade. 

Fonte – Diocese de Petrópolis

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5º Domingo da Quaresma - 07 de abril de 2019

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Texto Bíblico: Evangelho de São João 8, 1-11

 

Jesus foi para o monte das Oliveiras. Ao amanhecer, ele voltou ao Templo, e todo o povo ia ao seu encontro. Então Jesus sentou-se e começou a ensinar. Chegaram os doutores da Lei e os fariseus trazendo uma mulher, que tinha sido pega cometendo adultério. Eles colocaram a mulher no meio e disseram a Jesus: Mestre, essa mulher foi pega em flagrante cometendo adultério. A Lei de Moisés manda que mulheres desse tipo devem ser apedrejadas. E tu, o que dizes? Eles diziam isso para pôr Jesus à prova e ter um motivo para acusá-lo. Então Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Os doutores da Lei e os fariseus continuaram insistindo na pergunta. Então Jesus se levantou e disse: Quem de vocês não tiver pecado, atire nela a primeira pedra. E, inclinando-se de novo, continuou a escrever no chão. Ouvindo isso, eles foram saindo um a um, começando pelos mais velhos. Jesus ficou sozinho. A mulher continuava ali no meio. Jesus então se levantou e perguntou: Mulher, onde estão os outros? Ninguém condenou você? Ela respondeu: Ninguém, Senhor. Então Jesus disse: Eu também não a condeno. Pode ir, e não peque mais.

 

L E I T U R A:

Jesus estava ensinando ao povo. Os chefes religiosos judeus, para provocar, trouxeram uma mulher pega em adultério e a colocaram diante de Jesus. Lembraram que pela Lei de Moisés, ela devia ser apedrejada. Jesus nada falou. Inclinado, escrevia no chão. Eles insistiram. Jesus disse: Quem de vocês nunca pecou pode atirar a pedra. E de novo escrevia no chão. Eles foram saindo um por um. Jesus vendo a mulher ainda no chão humilhada perguntou: Ninguém te condenou ? Eu também não te condeno. Vai em paz e não peque mais.

·       Quem veio ao encontro de Jesus, trazendo o que?

·       Que lembraram sobre a Lei de Moisés neste caso?

·       Que fez Jesus? E de novo, o que disseram?

·       Que respondeu Jesus e o que fizeram eles?

·       Que disse Jesus para a mulher?

  

M E D I T A Ç Ã O:

Encontrar-se com Jesus provoca reação em nós. Seja vergonha por não mostrar a Ele que lhe queremos bem, seja porque mesmo querendo bem a Ele, ainda fazemos algo que nos afasta d´Ele.

·       Por que Jesus não responde nada sobre o pecado desta mulher?

·       Que pretendia dando tempo e escrevendo no chão?

·       Por que Jesus desafia dizendo: quem não tem pecado atire a pedra?

·       Quando sabemos que somos pecadores, podemos ajudar alguém a sair do pecado?

·       A bondade de Jesus aprova o erro da mulher? Que pretende Jesus?

·       Jesus às vezes pode ficar escrevendo no chão de nossa vida... Por quê? Para que?

 

O R A Ç Ã O:

No Pai nosso: perdoai-nos... quero o perdão para mim. Mas primeiro preciso: como perdôo os outros, não guardando mágoas. Não nos deixeis cair em tentação: que eu não provoque a tentação. Que tentado, eu olhe para Deus que me ama. A tentação é um teste de amor! Não posso tentar a Deus, arriscar-me no perigo... Mas livrai-nos do mal... Só Deus é nossa força. Que a luz da Palavra e da bondade de Deus nos afaste da busca de fazer a minha vontade.

 

Reze com calma o salmo 120(121).

 

C O N T E M P L A Ç Ã O:

O olhar de Deus sempre acompanha minha vida. É como a coluna sagrada da travessia do povo no deserto (Ex 13,21s): de dia a coluna de nuvem, de noite a coluna de fogo para iluminar e guiar nossa vida. Nossos pecados não nos deixam olhar para o alto, para a coluna sagrada... Prostrados por terra como a adúltera, sem levantar a cabeça, só vemos nossos pecados... Ouçamos a voz de Cristo: Eu não te condeno. Levanta de teu pecado e vai em paz. Mas não tornes mais a pecar.  Quando o espelho está embaçado, não podemos ver nele nosso rosto. Assim também quando estamos em pecado não é possível ver Deus (S.Teófilo de Antioquia - séc.II)

 

A Ç Ã O:

Proposta pessoal:

Quaresma – recorrer à confissão – sacramento de misericórdia, que nos levanta do chão de nossa fraqueza e nos conduz seguros até a Páscoa.

 

Proposta comunitária:

Quaresma para todos – tenho de ajudar outros a procurar o sacramento da confissão. Seja você um anjo de Deus para todos indicando o caminho do perdão e da paz.

 

Fonte – Diocese de Petrópolis

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4º Domingo da Quaresma - 31 de março de 2019

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Texto Bíblico: Evangelho de São Lucas 15, 1-3. 11-32

Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas diziam: Este homem acolhe os pecadores e come com eles. Jesus contou-lhes então a parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai repartiu os bens pelos filhos. Dias depois, o filho mais novo, levando seu dinheiro, viajou para longe. E lá perdeu tudo, numa vida de prazeres. Tendo gasto tudo, houve grande fome na região. Ele começou a passar privações. Pegou um serviço: cuidar dos porcos. Desejava matar a fome com o que dava aos porcos, mas ninguém lhe dava. Caindo em si, disse: ‘Os empregados de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Nem mereço ser chamado teu filho. Trata-me como um de teus empregados’. Levantou-se e pôs-se a caminho de volta para o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu. Encheu-se de compaixão, correu, abraçou-o, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos servos: Tragam depressa a melhor túnica e vesti-o. Ponham um anel no dedo e sandálias nos pés. Tragam o vitelo gordo e matem-no. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou o que estava acontecendo. Disse-lhe : O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque chegou são e salvo. Ele ficou aborrecido e não queria entrar. Então o pai veio insistir para que entrasse. Mas ele respondeu ao pai: Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos.  E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo. Disse-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado.
 * O que pensavam os fariseus sobre Jesus? De que reclamavam?
* Como Jesus respondeu a eles? Que história contou?
* Que queria o filho mais novo da família? Conseguiu?
* Que fez com o dinheiro recebido? E quando acabou o dinheiro?
* Na situação difícil, que decidiu o rapaz?
* Voltando para a casa, como foi recebido?
* Qual a reação de seu irmão mais velho? Que respondeu o pai?

M E D I T A Ç Ã O:
Jesus sempre ajuda-nos a entender o que é melhor para nós. Diante das faltas, ajuda-nos a recuperar o amor perdido. Como um filho que se feriu brincando onde não devia. O pai chama à atenção, mas socorre o filho. Na História da Salvação, na Bíblia, os profetas chamavam à atenção o povo que se desviava do caminho certo. Mas sempre tinham uma palavra que provocasse neles uma confiança na misericórdia e bondade de Deus.
* O que é que em minha vida de cristão me afasta da casa do Pai?
* No meio de sofrimentos, longe de Deus, que penso?
* Como entendo e aproveito a confissão que a Igreja me oferece?
* Na quaresma, estou atento às leituras bíblicas que sugerem conversão?
* Preocupo-me com os que estão afastados de Deus? Que faço?

O R A Ç Ã O:
O Pai nosso nos sugere: Pai nosso, não só meu, mas de todos sem distinção. Que estás nos céus: onde Deus está é o céu, a paz, o amor. Santificado seja o vosso nome: o nome de Deus é santo, santifica. Meu Deus, socorrei-me. Jesus, transforma, fica conosco. Com fé, chamemos por nosso Pai. Venha a nós o vosso reino. O reino não cai do céu. Tenho eu com os outros de realizar o reino de Deus de amor e perdão no meio de todos. Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. Vossa vontade, Senhor é que acreditemos em vosso amor e aceitemos seguir vossa vontade, como Pai amoroso.

C O N T E M P L A Ç Ã O:
Imaginemos a alegria do filho que se afastou de casa para gozar a vida... Amigos, amigos... de quem mesmo?  ... Acompanhemos a perda do dinheiro, dos amigos e a busca de trabalho... Fome na região. Único trabalho: cuidar de porcos... Fome... Tristeza. Senta-se numa tarde numa pedra e fica a pensar em tudo o que perdeu e no que tem em sua casa, família... Decide... volta.. encontro com seu pai. Abraço...Festa..  O que acontece conosco...

A Ç Ã O:
Proposta pessoal:
O que preciso fazer para valorizar minha presença na casa de meu Pai? Para não esbanjar as riquezas de graças que me oferece como filho.

Proposta comunitária:
Convidar pessoas que estão afastadas da vivência religiosa para que participem da Via Sacra ou de outra devoção da quaresma. Ir a casa delas para rezar...
 

Fonte – Diocese de Petrópolis
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