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Nota de CBJP sobre impeachment não é pronunciamento oficial da CNBB

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BRASILIA, 04 Dez. 15 / 05:00 pm (ACI).- A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo subsidiário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu uma nota na qual manifesta sua “imensa apreensão ante a atitude do Presidente da Câmara dos Deputados”, pela autorização de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A posição expressa pelo órgão, ao contrário do que foi divulgado pela mídia, não representa um posicionamento da Conferência Episcopal do país.

“Não há previsão de que a CNBB vá se pronunciar” sobre o processo de impeachment da presidente, conforme explicou a assessoria de imprensa da entidade.

A CBJP, mesmo sendo um organismo vinculado à CNBB, possui sua autonomia de decisão e funcionamento e é composta, em sua maioria por leigos. Ela se difere da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, a qual é uma comissão da Conferência Episcopal, presidida e formada por Bispos.

Na nota divulgada na quinta-feira, 3, a CBJP é assinada pelo secretário executivo da entidade, Carlos Alves Moura. O texto afirma que a abertura do processo de impeachment é uma ação que “carece de subsídios que regulem a matéria, conduzindo a sociedade ao entendimento de que há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”.

A nota ressalta que na atual situação vivida pelo país, com dificuldades econômicas, políticas e éticas, cada poder da República deve cumprir “preceitos republicanos”.

Segundo esta comissão “a ordem constitucional democrática brasileira construiu solidez suficiente para não se deixar abalar por aventuras políticas que dividem ainda mais o País”.

Para a CBPJ, a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) indica que ele se apropriou “da prerrogativa legal de modo inadequado”.

“Indaga-se: que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? Além do mais, o impedimento de um Presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas”, afirma o comunicado.

A nota é concluída expressando o desejo de que o futuro do país não seja prejudicado e diz que “é preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável”.

Confira a nota na íntegra, no link:https://www.facebook.com/cbjp.dacnbb/photos/a.436297323127375.1073741828.431616566928784/911952638895172/?type=3&theater

Etiquetas: impeachment, Comissão Brasileira Justiça e Paz, CNBB, CBJP, Brasil

Fonte – ACI Digital - Por Rafael Tavares - http://www.acidigital.com/noticias/nota-de-cbjp-sobre-impeachment-nao-e-pronunciamento-oficial-da-cnbb-32289/

 

 

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Nota de CBJP sobre impeachment não é pronunciamento oficial da CNBB

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BRASILIA, 04 Dez. 15 / 05:00 pm (ACI).- A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo subsidiário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu uma nota na qual manifesta sua “imensa apreensão ante a atitude do Presidente da Câmara dos Deputados”, pela autorização de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A posição expressa pelo órgão, ao contrário do que foi divulgado pela mídia, não representa um posicionamento da Conferência Episcopal do país.

“Não há previsão de que a CNBB vá se pronunciar” sobre o processo de impeachment da presidente, conforme explicou a assessoria de imprensa da entidade.

A CBJP, mesmo sendo um organismo vinculado à CNBB, possui sua autonomia de decisão e funcionamento e é composta, em sua maioria por leigos. Ela se difere da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, a qual é uma comissão da Conferência Episcopal, presidida e formada por Bispos.

Na nota divulgada na quinta-feira, 3, a CBJP é assinada pelo secretário executivo da entidade, Carlos Alves Moura. O texto afirma que a abertura do processo de impeachment é uma ação que “carece de subsídios que regulem a matéria, conduzindo a sociedade ao entendimento de que há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”.

A nota ressalta que na atual situação vivida pelo país, com dificuldades econômicas, políticas e éticas, cada poder da República deve cumprir “preceitos republicanos”.

Segundo esta comissão “a ordem constitucional democrática brasileira construiu solidez suficiente para não se deixar abalar por aventuras políticas que dividem ainda mais o País”.

Para a CBPJ, a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) indica que ele se apropriou “da prerrogativa legal de modo inadequado”.

“Indaga-se: que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? Além do mais, o impedimento de um Presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas”, afirma o comunicado.

A nota é concluída expressando o desejo de que o futuro do país não seja prejudicado e diz que “é preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável”.

Confira a nota na íntegra, no link:https://www.facebook.com/cbjp.dacnbb/photos/a.436297323127375.1073741828.431616566928784/911952638895172/?type=3&theater

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Ataque que deixou gravemente ferido missionário em Bangladesh poderia ser por ódio religioso

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Foto: Twitter @chiesadimilano

 

Roma, 20 Nov. 15 / 09:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Um grupo de homens desconhecidos feriram gravemente um sacerdote católico missionário no norte de Bangladesh (Ásia) em um novo ataque supostamente realizado por extremistas do Estado Islâmico.

A polícia local informou que Pe. Piero Parolari, sacerdote italiano de 56 anos, membro do Pontifício Instituto de Missões Exteriores (PIME), se dirigia a cidade de Dinajpur quando foi atacado.

Segundo informa a agência vaticana Fides, Pe. Carlo Dotti, também do PIME, divulgou que o Pe. Parolari foi atacado “sem motivo, pelas costas e de improviso”. “Foi atingido ontem de manhã, enquanto ia de bicicleta ao hospital público, onde prestava serviço aos doentes. Tem duas feridas na nuca”.

“Agora, está no hospital, está consciente, mas o nariz sangra. Nessas horas, será transferido com um helicóptero para um hospital militar de Daca, onde receberá um tratamento adequado”, relatou o sacerdote.

Pe. Dotti acrescentou: “Estamos preocupados, mas esperamos que (o Pe. Parolari) possa se recuperar. A tensão social no país é alta e grupos armados provocam uma violência contínua”.

A agência Fides assinala que “segundo as suspeitas das pessoas e da polícia local, os autores do ataque poderiam pertencer a grupos radicais islâmicos”.

Pe. Dotti, que trabalha em Bangladesh há 41 anos, observa: “Ouvem-se também aqui as sirenes do Estado Islâmico. Alguns bengaleses se alistaram na Síria, embora o governo puna o recrutamento de jihadistas”.

Entretanto, prossegue, “esses ataques dão visibilidade, como aconteceu com o recente assassinato do colaborador italiano Cesare Tavella e de um japonês. A polícia agora pediu a todos nós, missionários, para não circular sozinhos, mas somente escoltados”

O Bispo de Dinajpur, Dom Sebastian Tudu, disse a Fides: “Toda a comunidade está chocada. Condenamos toda forma de violência. Hoje, os objetivos principais dos grupos terroristas são os estrangeiros e, entre eles, os missionários”

Em seguida, o Prelado expressou: “Estamos muito preocupados. A situação social e política no país degenerou. As minorias estão sob pressão. Todos os fiéis agora estão em oração. Esperamos que Pe. Piero se recupere. Estamos próximos a ele”.

Bangladesh é uma das missões mais antigas do Pontifício Instituto das Missões Exteriores, que chegou ao subcontinente indiano em 1855. Hoje, o PIME tem 29 missionários no país, presentes em três Dioceses: Daca, Dinajpur e Rajshashi. Os missionários estão engajados em nível pastoral nas paróquias e em obras educativas e sociais como escolas, dispensários e hospitais.

Fonte – ACI Digital - Etiquetas: ISISEstado IslâmicoCristãos perseguidosBangladeshataques contra sacerdotesÁsia - http://www.acidigital.com/noticias/ataque-que-deixou-gravemente-ferido-missionario-em-bangladesh-poderia-ser-por-odio-religioso-16884/

 

 

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Sobrevivente do ataque a Paris: Com uma arma na cabeça me perguntaram se acreditava em Deus

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PARIS, 17 Nov . 15 / 08:54 am (ACI).- David Fritz é um dos sobreviventes do massacre produzido pelo Estado Islâmico em Paris (França). Encontrava-se dentro do teatro Bataclan quando os terroristas desataram a violência, e esteve perto de ser executado. Um terrorista colocou uma arma na sua cabeça e não hesitou em perguntar se ele acreditava ou não em Deus.

A noite de 13 de novembro, sete terroristas atacaram distintos pontos da capital francesa com disparos e bombas suicidas. O ataque, reivindicado pelo Estado Islâmico, acabou com as vidas de 139 pessoas deixando outras várias feridas.

David, de 24 anos, é de nacionalidade chilena mas vive na França há muito tempo. Assim como os mais de mil e quinhentos jovens e adultos presentes no teatro Bataclan naquela noite, ele foi ver a banda de rock americano Eagles of Death Metal.

Os terroristas ingressaram no edifício disparando, e mantiveram alguns dos presentes como reféns durante um certo tempo.

Em declarações ao site Web Emol, a Sra. Ximena Goettinger, mãe de David, assinalou que seu filho “esteve em um lugar onde estavam dois terroristas e oito reféns”.

“Puseram uma metralhadora (AK-47) na cabeça e perguntaram se ele acreditava em Deus e meu filho disse que sim. Perguntaram-lhe se era francês e ele disse que era chileno”, assinalou.

David assegurou ao noticiário chileno 24 horas que os terroristas “só não me mataram porque não tiveram tempo”.

“Vi gente no chão e vi que havia gente morta", recordou, e reiterou que “eles não pensavam me deixar vivo, não tiveram tempo de me matar porque a polícia chegou”.

 

Fonte – ACI Digital - Etiquetas: atentadosparisDeusEstado IslâmicoterroristasBataclan,sobrevivente - http://www.acidigital.com/noticias/sobrevivente-do-ataque-a-paris-com-uma-arma-na-cabeca-me-perguntaram-se-acreditava-em-deus-30496/

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Morumbi volta a ser palco de encontro católico em São Paulo e espera 60 mil fiéis

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Canção Nova Abraça São Paulo - Divulgação

SÃO PAULO, 24 Out. 15 / 02:00 pm (ACI).- Palco de grandes encontros carismáticos (Cenáculos) nas décadas de 80 e 90, o estádio do Morumbi, em São Paulo (SP), acolherá novamente um evento como este no próximo domingo, 25. Será o “Canção Nova Abraça São Paulo”, que tem a expectativa de reunir 60 mil fiéis.

Uma parceria entre a Comunidade Canção Nova e a Arquidiocese de São Paulo, o encontro terá como tema “Agindo Deus, quem impedirá?” (Is 43,13). O lema do encontro é inspirado em Ezequiel 37, 6b, “Porei em vós o Meu Espírito para que revivais”. O evento será realizado das 7h30 às 18h. Os portões estarão abertos para receber os participantes e suas caravanas a partir das 6h.

Para o coordenador da missão Canção Nova local, padre Adriano Zandoná, este “será um dia especial para os cristãos da capital e de outras partes do Brasil, que estarão conosco para esse ‘abraço’, uma grande experiência de fé na maior cidade da América do Sul”.

Em entrevista à nossa agência, Pe. Zandoná conta também que "o projeto “Canção Nova Abraça São Paulo” surgiu da necessidade de levar o “abraço de Deus” às pessoas de São Paulo e, a partir daqui, para todo o Brasil. E é o que de fato tem acontecido. Pessoas de vários lugares do Brasil tem vindo participar. Estamos numa cidade grande, com realidades complicadas (trânsito, violência, moradores de rua). Com o evento buscamos levar este aconchego, este carinho, este “abraço de Deus” a tantos que Dele necessitam. E também tem um cunho social, pois a entrada é um quilo de alimento não perecível, que nós recolhemos e doamos para instituições que trabalham com famílias carentes, com jovens que se recuperam da dependência química.

"O tema “Agindo Deus, quem impedirá?” é uma inspiração que tem norteado todas as atividades da missão Canção Nova São Paulo em 2015. Em todos os eventos nós temos falado um pouco disso. E nós testemunhamos que Deus age nestes eventos. Fazemos com ousadia, com coragem, muitas vezes sem ter os recursos necessários. Mas Deus vai abrindo as portas e a gente vai entrando. Tenho comigo aquela frase que diz: “a fé é assim, primeiro você coloca o pé, depois Deus coloca o chão”. Então é isso que a gente vive a partir deste lema: a gente coloca o pé e “Agindo Deus, quem impedirá?”, Ele coloca o chão e ninguém pode impedir", disse o sacerdote.

"Como organizador do evento, confesso que Deus foi conduzindo tudo, e fez dar certo o Morumbi. Faremos memória dos Cenáculos, será um renovar da fé aqui na cidade de São Paulo e daqui para o Brasil", conclui Pe. Adriano.

Entre os destaques da programação estão a pregação do fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, às 10h50, e para o momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, às 12h, com o Padre Marcelo Rossi. Outra participação esperada pelos fiéis é a do Padre Reginaldo Manzotti, de Curitiba (PR), que fará uma pregação às 14h20.

Também são presenças confirmadas a presidente do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica, Kátia Roldi, Padre Sérgio Roberto Farias, da capital paulista, a cantora Ziza Fernandes e os missionários da Comunidade Canção Nova Padre Adriano Zandoná, Eliana Ribeiro, Salette Ferreira, Orlando Júnior e Diácono Nelsinho Corrêa.

A Missa de encerramento será às 16h. O ingresso do “Canção Nova Abraça São Paulo” será levar 1 Kg de alimento não perecível ao estádio. Os mantimentos arrecadados serão doados a obras sociais.

Etiquetas: Renovação Carismática, Comunidade Canção Nova, Canção Nova Abraça São Paulo

 

 

Fonte – ACI Digital - http://www.acidigital.com/noticias/morumbi-volta-a-ser-palco-de-encontro-catolico-em-sao-paulo-e-espera-60-mil-fieis-70005/

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Jovens do Quênia começam a preparar presentes para a chegada do Santo Padre

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Roma, 24 Out. 15 / 11:00 am (ACI).- Às vésperas da viagem do Papa Francisco ao Quênia, a ser realizada entre os dias 25 e 27 de novembro, os jovens quenianos decidiram dar um presente muito especial ao Pontífice: rezar um terço diário oferecendo pelas suas intenções e pela paz mundial.

Esta oração começou no dia 15 de outubro e será rezada até 15 de novembro. Foi organizada pela Juventude Católica do Quênia junto com a Conferência Episcopal do Quênia (CEK) e a Comissão de Pastoral e Apostolado Leigo.

Padre Charles Odira, Coordenador Nacional da Comissão de Pastoral e Apostolado Leigo, indicou por meio de uma nota à imprensa na CEK que “todos os terços rezados pelos jovens do país serão contabilizados e será entregue uma placa comemorativa deste presente ao Papa Francisco, durante seu encontro com os jovens no Estádio Kasarani de Nairobi”.

Em seguida, o presbítero explicou que para calcular o total de terços rezados, primeiro contarão cada paróquia, logo em nível diocesano e finalmente em nível nacional.

“Normalmente as pessoas oferecem vários presentes aos sacerdotes a fim de apoiá-los em seus diversos ministérios; os presentes podem ser em forma monetária ou diversos artigos. O Papa Francisco tem muitas intenções e pessoas do mundo inteiro pedem suas orações. A Juventude queniana deseja dar-lhe de presente a oração diária do terço por todas suas intenções durante um mês”, explicou Pe. Odira.

Outros preparativos realizados pelos jovens

O sacerdote comentou que na Arquidiocese de Mombasa, onde ocorreram vários conflitos inter-religiosos, os jovens organizaram uma campanha pela paz inter-religiosa sob o lema: “Juntos podemos trabalhar pela paz”. Nesta atividade, os representantes de diversas religiões viajarão juntos em um ônibus até Nairobi para ver o Papa e levarão cartazes relacionados ao lema.

Do mesmo modo, comentou que um grupo de jovens representantes de cada Diocese entregarão ao Papa Francisco umas sementes de árvores para que ele as abençoe. Depois serão plantadas em suas Dioceses como resposta à encíclica Laudato Si.

“Isto será em reconhecimento ao apelo do Santo Padre a que cuidemos da nossa casa comum. O plantio das árvores na Diocese marcará o compromisso que os jovens têm de cuidar do meio ambiente e será em comemoração pelo seu encontro com o Santo Padre”, informou o presbítero.

Pe. Odira indicou que os jovens querem realizar esta cerimônia de plantar árvores a cada ano.

Confira também:

Divulgado programa oficial da viagem do Papa Francisco à África em novembro

http://www.acidigital.com/noticias/divulgado-programa-oficial-da-viagem-do-papa-francisco-a-africa-em-novembro-35874/

Etiquetas: Viagem do Papa Francisco à Àfrica, Quênia, Igreja na África, Papa Francisco, viagem do Papa

 

 

Fonte – Por Maria Ximena Rondón - ACI Digital - http://www.acidigital.com/noticias/jovens-do-quenia-comecam-a-preparar-presentes-para-a-chegada-do-santo-padre-79514/

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Patriarca de Veneza: "Diante dos imigrantes, não podemos fechar o coração"

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"A hospitalidade é um imperativo" e o fenômeno "não pede apenas uma análise política"

Reproduzimos abaixo a mensagem do patriarca de Veneza, cardeal Francesco Moraglia, sobre a emergência dos migrantes e refugiados.

Realmente não podemos fechar o coração. Não é possível ignorar e esquecer a magnitude e o alcance da tragédia humana que se repete diariamente na Itália e na Europa inteira: acolher é imperativo. As notícias dramáticas das muitas mortes durante as travessias pelo mar ou dentro de caminhões, e quem sabe quantas outras que permanecem desconhecidas por nós, apresentam o desespero de tantas pessoas e de tantos povos. E nos fazem entender que estes acontecimentos não são a emergência de um "momento", mas uma tendência que deverá acompanhar-nos durante anos.

Volto a pedir uma intervenção da "alta política", equilibrada e sensata, que não deveria jamais faltar em nenhum nível (local, nacional e internacional), olhando para além do interesse contingente do momento e dos resultados eleitorais. Urge um novo instrumento jurídico para responder às dimensões históricas do fenômeno migratório. A memória histórica das antigas responsabilidades coloniais e pós-coloniais deve tornar-nos ainda mais partícipes deste presente conturbado e do futuro incerto de tantos irmãos nossos.

Não é possível ficar apenas na análise política. A nossa diocese atualmente auxilia diversos grupos de pessoas em centros de acolhida humana, comprometidos com a qualidade dos serviços e com a possível inclusão social, evitando tanto quanto possível a criação de tensões e "guetos".

Eu gostaria de me dirigir especialmente aos nossos párocos e comunidades, pedindo especial, concreta e inteligente sensibilidade e generosidade, fazendo referência às organizações de caridade e de voluntariado, nossas ou de outros.

Por uma acolhida que também integre, não é de subestimar o apoio de que podemos dar aos refugiados e migrantes nas consultas e pedidos de documentos, oferecendo-lhes cursos de língua italiana e serviços em favor da comunidade local. Incentivar os gestos mais simples de boas-vindas e de proximidade autêntica é o modo mais simples e eficaz de banir medos, afastar sentimentos de hostilidade e superar conflitos e tensões.

Agradeço àqueles que já se comprometem nas várias estruturas e serviços existentes e também incentivo outras pessoas a aderirem a esta ação. É um passo concreto para gerar a cultura da solidariedade e da integração, indo ao encontro de homens, mulheres e crianças desesperados.

Peço aos componentes da nossa Igreja para compreenderem o momento presente, que nos desafia e exige sabedoria e dedicação, no espírito cristão de gratuidade e no serviço que não só ajuda, mas nos regenera como comunidade que reconhece no irmão sofredor a presença de Cristo.

+ Francesco, patriarca

(04 de Setembro de 2015) © Innovative Media Inc.

 

Fonte – Zenit - http://www.zenit.org/pt/articles/patriarca-de-veneza-diante-dos-imigrantes-nao-podemos-fechar-o-coracao

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