É possível uma segunda virgindade?

O problema é focar-se no sexo durante o namoro e não aprender a amar plenamente

 
     
 
     

© Jacques COUSIN / CIRIC

 

"Nós decidimos ter vida sexual no começo do nosso namoro. Era o que se esperava que fizéssemos. No entanto, pouco a pouco vimos que, de alguma maneira, o sexo opacava um pouco nosso relacionamento; não nos sentíamos bem com isso e, então, decidimos parar de fazer sexo até ocasamento. Isso nos ajudou a amar-nos mais, muito além dos nossos corpos. E nos ajudou também a preparar não somente o dia do nossocasamento, mas nossa vida como casal. Hoje, vemos aquele tempo como um tesouro."
 
Este é o testemunho de dois recém-casados que decidiram experimentar o que José María Contreras chama de "segunda virgindade". Escritor, orientador de muitos casais e autor do blog "Pequenos segredos da vida em comum", Contreras explica que "muitos moços e moças (elas especialmente), para não serem mal vistas ou deixar o outro frustrado, decidem fazer sexo por medo de perder o namorado. Isso demonstra baixa autoestima dela e imaturidade dele. Muitas vezes, o sexo acaba comnamoros que, a meu ver, teriam sido bons casamentos".
 
E continua: "O problema é que não se sabe o que é o amor. Isso é o que de mais grave acontece hoje em dia, não somente com namorados, mas também com muitos casados. A mídia não está ajudando a educá-los, pois ensina que o amor é só um sentimento".
 
"Desde que começam a fazer sexo, parece que já existe a obrigação de continuar fazendo. O relacionamento se foca no sexo e depois é muito custoso erguer a cabeça e ver como o casal está como um todo", afirma Contreras.
 
"Nas mulheres, por um lado, há uma adição emocional mais forte e, por outro, um sentimento de querer comprovar se, sem sexo, elas também são amadas; mas não se atrevem a manifestar isso. O medo de perder o outro depois de iniciar uma vida sexual com ele aumenta muito, bem como a insegurança, e isso é contraproducente para o namoro", explica.
 
Então, vale a pena esperar?
 
Contreras responde: "Claro que vale a pena, porque este é o caminho natural, que permitirá que os namorados se conheçam mais e melhor. Além disso, a fidelidade matrimonial é treinada no namoro".
 
E conclui: "É preciso ter claro que não somos donos dos nossos sentimentos, mas sim dos nossos amores. Quando o sentimento não funciona, é preciso recorrer à inteligência para saber o que é preciso fazer para continuar amando; e recorrer à vontade para fazer aquilo que a inteligência nos disse. O sentimento sozinho acabaria com todos oscasamentos. Quando o namoro está focado no sexo, não se aprende isso".

(Artigo publicado originalmente por Alfa y Omega)

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