Coração de Sião

Coração de Sião - Setembro de 2016

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A PALAVRA QUE TEM FORÇA!

A Igreja Católica Apostólica Romana dedica de modo especial o mês de setembro a Bíblia, Palavra de Deus.

O termo “palavra”, quando usado com o sentido de afirmação, de compromisso, no âmbito humano, está um tanto quanto desgastado, porém, nesta meditação nos referimos a uma Palavra que tem força e por isso é credível.

Mas a vossa palavra seja sim, se for sim; não, se for não. Tudo o que passar disso vem do mal” (Mt 5,37)

A mentira não é privilégio de nenhuma classe social. Estamos até acostumados a conviver com ela na vida social, na família, na vida pública, nos meios de comunicação, em toda parte. É como se uma camada de névoa permanente envolvesse o mundo, confundindo o que está à meia distância, impedindo a visão geral. Acostumados a não ter certeza, concordamos que desconfiar é a melhor maneira de não se deixar enganar.

Mesmo na relação pessoal não somos mais capazes de confiar. Para empregar uma pessoa, queremos referências; para celebrar um contrato, firma reconhecida; para emprestar, avalistas; para acreditar, provas.

E como o amor verdadeiro não oferece garantias, perdemos a oportunidade de amar. O amor supõe a confiança de que um sim dito hoje, seja um sim para sempre. É dessa forma que Deus nos ama: Ao dizer sim, nos deu a vida. Não para tirá-la depois, mas para fazê-la eterna. Quando dizemos sim para valer, repetimos o modo de Deus amar. Somos sinais de Deus.

Sua Palavra nos ensina a amar não somente a Deus, mas também aos irmãos, quando nos diz: “Amemos a Deus, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: ‘Amo a Deus’ mas odiar o irmão, é mentiroso. Pois quem não ama o irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este preceito: quem ama a Deus, ame também o irmão”. (1 Jo 4, 19-21)

Então precisamos: dizer “sim quando é sim e não quando é não”, é recriar um mundo ensolarado contra a névoa fria da mentira, recobrar a confiança na vida, apostar no amor, acolher a fé. Desmontar as defesas que separam um ser humano do outro ser humano. Estalar as estruturas deste velho mundo que institucionalizou a mentira, o medo, a divisão.

Precisamos a partir disto que nos é apresentado, tomar uma decisão de mudança de atitude, ou melhor, por que não dizemos conversão.

Precisamos sim, mas como?

A partir da Palavra de Deus que nos orienta e sempre deveria orientar as atitudes e os posicionamentos humanos.

Por isso, é que neste mês de forma especialíssima somos convocados a uma meditação mais intensa e profunda da Sagrada Escritura, da Bíblia, Palavra de Deus.

Se nos habituarmos a ler, meditar e, sobretudo aplicarmos a Palavra de Deus à nossa vida, com certeza a nossa palavra, passará a ter força também! Aí o nosso “sim” será “sim” e o nosso “não” será “não”.   

 

Fonte – cf. Comentários - Graças a Deus 17 de junho de 1995 – Ed. Vozes


INTENÇÕES DO MÊS

Vamos pedir ao Senhor neste mês dedicado a Bíblia, que mais homens, mulheres, jovens e também as crianças passem a ler, meditar a Palavra de Deus, aplicando a suas vidas.

Também neste mês vamos nos unir ao Santo Padre, em suas intenções pela humanização da sociedade e para que cada um contribua para o bem comum e para a edificação de uma sociedade que ponha no seu centro a pessoa humana.

Também pede o Santo Padre pela Missão evangelizadora dos cristãos: para que os cristãos, participando nos Sacramentos e meditando a Sagrada Escritura, se tornem cada vez mais conscientes da sua missão evangelizadora.

Coloquemos também como intenção a conversão de todos os pecadores.

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS

Rezemos pedindo ao Senhor que nos ajude a ler e compreender a sua Palavra.

“Meu Senhor e meu Pai! Envia o teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra!

Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas.

Fazes, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos chegar a vida eterna”.

Jesus Mestre, que dissestes: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles", ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.

Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.

Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.

Sois a vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de vida.  Amém”

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.

Fonte - Bíblia Ave Maria e Paulinas blog vocacional

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Coração de Sião - Agosto de 2016

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MISERICORDIOSOS COMO O PAI 

Chegamos ao mês de agosto, dedicado as vocações, neste Ano Jubilar Extraordinário da Misericór­dia, que teve inicio com a Solenida­de da Imaculada Conceição. Como tratar a questão vocacional, em um clima de misericórdia?

Sobre a temática deste ano, o bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo (SP) e referencial da Pastoral Vocacional, dom José Roberto Fortes Palau, explica que toda vocação à vida consagrada é fruto da misericórdia divina.

A Bula Misericor­diae Vultus na qual o Papa Francisco proclamou o Ano Jubilar é um documento, muito rico e profundo, pois apresenta em grandes linhas a dou­trina bíblica e teológica sobre a mi­sericórdia de Deus e convida a Igreja a celebrar o Ano Jubilar em toda a sua abundância de graças, por meio de diversas ações concretas.

No aspecto humano da misericórdia, o documento propõe, abordar a misericórdia enquan­to um projeto de vida que precisa ser acolhido concretamente no dia a dia. A misericórdia é muito mais do que uma "ideia", "espiritualidade" ou "devoção": é a concreta manifes­tação de uma "atitude" diante da vida, diante do outro, diante daquele que necessita ajuda. Um "estilo de vida" possível porque Deus é quem primeiro usou de misericórdia para conosco (Jo 4,10 – Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva”).

Observando que a etimologia do termo misericórdia resulta das palavras latinas “miseris cor edare”, que, juntas, significam “dar o coração àqueles que são vítimas da miséria”.

Ao falar da misericórdia para com o outro em necessidade o Santo Padre apresenta a frase proferida por Jesus no sermão das montanhas (Lc 6,36 – “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”.) Ser "Misericordiosos como o Pai" é um "programa de vida tão empenha­tivo quanto rico de alegria e paz" (MV 13), no qual somos convidados a "abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existen­ciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dra­mática" (MV 15) e a "abrir os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade" sentindo-nos desafiados a "escutar o seu grito de ajuda", e "estender-lhes as mãos", permitindo-os sentir o calor da nossa presença, amizade e fraterni­dade (MV 15).

"Abrir os corações", "abrir os olhos", "escutar", "apertar as mãos" expressões que poderiam manifes­tar um idealismo sem concretude. Contudo, o Santo Padre apresen­ta-nos os meios pelos quais a mise­ricórdia torna-se concreta: as obras de misericórdia corporais e espirituais. Diante delas a nossa consciência "muitas vezes adormecida perante o sofrimento dos irmãos mais neces­sitados" é despertada (cf. MV 15) e sua prática torna-se caminho pelo qual adentramos cada vez mais no coração do Evangelho. Na prática das obras de misericórdia está o ter­mômetro da autenticidade da nossa fé. A esse respeito o Papa escreve que Jesus, em Sua pregação, "nos apresenta obras de misericór­dia para podermos perceber se vive­mos ou não como seus discípulos".

As obras de misericórdia corporal: Dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos; As obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, per­doar as ofensas, sofrer com paciên­cia as fraquezas do nosso próximo, rogar a Deus pelos vivos e defun­tos" (MV 15).

Segundo as palavras de Nosso Senhor - adverte, por fim, o Santo Padre - no entardecer da nossa vida será pela "concretude" de nossa misericórdia para com Ele (Cristo) no outro que seremos jul­gados (MV 15). 

Fonte - revista Apostolado da Divina Misericórdia - site CNBB


INTENÇÕES

Continuemos unidos ao Santo Padre, o Papa Francisco, e as suas intenções. Neste mês pela fraternidade no desporto. Para que o desporto seja uma oportunidade de encontro fraterno entre os povos e contribua para a causa da paz no mundo.

O Santo Padre com olhar voltado para a evangelização para que os cristãos vivam o seguimento do Evangelho dando testemunho de fé, de honestidade e de amor pelo próximo.

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!  


REZEMOS

Oremos: Deus Pai, todos os teus filhos são chamados, na sua diversidade, a colaborar na construção de um mundo melhor. Não apenas através dos assuntos políticos e econômicos, mas também nos momentos de encontro e lazer. Nos grandes eventos desportivos, cria-se um exemplo de comunhão e partilha, um sinal de que é possível construir a paz. Também peço para que a minha vida seja um testemunho coerente da minha fé, em atitudes de honestidade e amor para com o meu próximo.

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória

 

Fonte - site Apostolado da Oração

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Coração de Sião - Julho de 2016

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É PRECISO ANUNCIAR CRISTO ATÉ OS CONFINS DA TERRA 

O Santo Padre, o Papa Francisco, pede neste mês que o Evangelho seja anunciado com renovado vigor e entusiasmo.

São Paulo nos dá o exemplo, quando nos diz: “Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9,16)

Nos fala o Beato Papa Paulo VI: “’Ai de mim se não evangelizar!’ Por ele, pelo próprio Cristo, para tanto fui enviado. Eu sou apóstolo e também testemunha. Quanto mais distante o país, quanto mais difícil a missão, com tanto mais veemência a caridade me aguilhoa. É meu dever pregar seu nome: Jesus é Cristo, o Filho do Deus vivo. É aquele que nos revelou o Deus invisível, ele, o primogênito de toda criatura, ele, em quem tudo existe. É o mestre redentor dos homens: por nós nasceu, morreu e ressuscitou.

É ele o centro da história e do universo. Ele nos conhece e ama, o companheiro e o amigo em nossa vida, o homem das dores e da esperança. Ele é quem de novo virá, para ser o nosso juiz, mas também – como confiamos – a eterna plenitude da vida e nossa felicidade.

Jamais cessarei de falar sobre ele. Ele é a luz, é a verdade, mais ainda, é o caminho, a verdade e a vida. É o pão e a fonte de água viva, saciando a nossa fome e a sede. É o pastor, o guia, o modelo, a nossa força, o nosso irmão. Assim como nós, mais até do que nós, ele foi pequenino, pobre, humilhado, trabalhador, oprimido, sofredor. Em nosso favor falou, fez milagres, fundou novo reino onde os pobres são felizes, onde a paz é a origem da vida em comum, onde são exaltados e consolados os de coração puro e os que choram, onde são saciados os que têm fome de justiça, onde podem os pecadores encontrar perdão e onde todos se reconhecem irmãos.

Vede, este é o Cristo Jesus, de quem já ouvistes falar, em quem muitíssimos de vós já confiam, pois sois cristãos. A vós, portanto, ó cristãos, repito seu nome, a todos o anuncio: ‘Cristo Jesus é o princípio e o fim, o alfa e o ômega’ (cf. Ap 22,13), o rei do mundo novo, a misteriosa e suprema razão da história humana e de nosso destino. É ele o mediador e como que a ponte entre a terra e o céu. É ele, o Filho do homem, maior e mais perfeito do que todos por ser o eterno, o infinito, Filho de Deus e Filho de Maria, bendita entre as mulheres, sua mãe segundo a carne, nossa mãe pela comunhão com o Espírito do Corpo místico.

Jesus Cristo, não vos esqueçais, é a nossa inalterável pregação. Queremos ouvir seu nome até os confins da terra e por todos os séculos dos séculos!”

 

Fonte – Liturgia das Horas - Das Homilias de Paulo VI, papa (Hom. em Manila, pronunciada a 29 de novembro de 1970 - Séc. XX)


INTENÇÕES

Continuemos unidos ao Santo Padre, o Papa Francisco, e as suas intenções. Neste mês ele pede respeito pelos povos indígenas. Para que os povos indígenas, ameaçados na sua identidade e existência, sejam respeitados.

O Santo Padre com olhar voltado para a evangelização, pede pela Missão na América Latina e Caraíbas. Para que a Igreja na América Latina e Caraíbas, através da sua missão continental, anuncie o Evangelho com renovado vigor e entusiasmo.

E continuemos a rezar pelo nosso Brasil, por nossas famílias, nossos jovens, nossas crianças e também pelos idosos para que diante das situações que tem sido apresentadas, o Senhor tenha misericórdia!

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS

Rezemos a oração da missão continental: Senhor, Deus da vida e do amor, enviastes o vosso Filho para nos libertar das forças da morte e conduzir-nos no caminho da esperança. Movei-nos pelo dom do vosso Espírito! Fazei-nos discípulos, comprometidos com o anúncio do Evangelho em nosso Pátria, em comunhão com a Missão Continental.

Fazei-nos missionários, caminhando ao encontro de nossos irmãos e irmãs, acolhendo a todos, sobretudo os jovens, os afastados, os pobres, os excluídos. Virgem Mãe Aparecida, intercedei junto ao vosso Filho, para que sejamos fiéis ao nosso compromisso de discípulos missionários. Amém!

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.

 

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