Coração de Sião

Coração de Sião - Janeiro de 2017

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“TUDO PASSA, SÓ DEUS PERMANECE!”

Iniciamos mais um ano cheios de novas expectativas, boas e também ruins!

A humanidade diz querer a paz, o bem, a felicidade..., mas para isso é necessário a presença de Deus em tudo o que fizermos, em todos os ambientes. Presença prioritária em cada lar, nas famílias!

Santa Teresa de Ávila, nos diz: “nada te deve angustiar, nada assustar, tudo passa. Só Deus permanece o mesmo. A paciência tudo alcança. A quem Deus possui nada lhe falta. Deus só basta”. “Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que Ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu”. (1 Jo 3,24).

No Natal que celebramos, “apareceu a bondade e a humanidade de Deus, nosso Salvador (cf. Tt 3,4). Antes de aparecer a sua humanidade, a sua bondade também se encontrava oculta; e, no entanto, esta já existia, porque a misericórdia do Senhor é eterna. Mas como poderíamos conhecer tão grande misericórdia? Estava prometida, mas não era experimentada e por isso muitos não acreditavam nela. Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou por meio dos profetas (cf. Hb 1,1). E dizia: Eu tenho pensamentos de paz e não de aflição (cf. Jr 29,11). E o que respondia o homem, que experimentava a aflição e desconhecia a paz? Até quando direis paz, paz e não há paz? Agora, porém, os homens podem acreditar ao menos no que vêem com seus olhos, pois os testemunhos de Deus são verdadeiros (cf. Sl 92,5).

Agora, portanto, não se trata de uma paz prometida, mas enviada; não adiada, mas concedida; não profetizada, mas presente. Deus Pai a enviou à terra, por assim dizer, como um saco pleno de sua misericórdia. Pois, um menino nos foi dado (cf. Is 9,5), mas nele habita toda a plenitude da divindade (Cl 2,9).

Veio na carne para se revelar aos que eram de carne, de modo que, ao aparecer sua humanidade, sua bondade fosse reconhecida. Com efeito, depois que Deus manifestou sua humanidade, sua bondade já não podia ficar oculta. Como poderia expressar melhor sua bondade senão assumindo minha carne? Foi precisamente a minha carne que ele assumiu, e não a de Adão, tal como era antes do pecado.

Por isso, compreenda o homem até que ponto Deus cuida dele; reconheça bem o que Deus pensa e sente a seu respeito. Não perguntes, ó homem, por que sofres, mas por que ele sofreu por ti. Vendo tudo o que fez em teu favor, considera o quanto ele te estima, e assim compreenderás a sua bondade através da sua humanidade”. (Cf. Sermões de São Bernardo, abade, lit. Horas)


INTENÇÕES DO MÊS

Coloquemos as intenções do Santo Padre, o Papa Francisco, que neste primeiro mês de 2017, pede:

Por todos os cristãos, para que, fiéis ao ensinamento do Senhor, se empenhem com a oração e a caridade fraterna no restabelecimento da plena comunhão eclesial, colaborando para responder aos desafios atuais da humanidade.

Coloquemos ainda diante da infinita Misericórdia do Senhor, toda a humanidade, que necessita de paz, e para isso entendimento entre os povos e seus interesses.

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS

Por essas intenções roguemos à Nossa Mãe, Maria, Santa Mãe de Deus, Nossa Senhora Aparecida para que ela interceda junto ao seu Filho, Senhor nosso Deus. Ao longo da história, a tua Igreja sofreu e continua a sofrer a divisão entre aqueles que acreditam no teu Filho Jesus. Mas são já tantos os gestos e as atitudes que falam de união e não de separação, através de tantos homens e mulheres, de diversas confissões cristãs, que colaboram pelas causas da paz, da dignidade da vida humana, do cuidado da criação.

 

 

 

Envia, Senhor, o teu Espírito sobre todos os cristãos, para que a oração em comum e os gestos de caridade sejam um sinal visível da resposta que a Igreja traz aos desafios da humanidade.

 

 

Que, num mundo dividido, sejam os cristãos a testemunhar a alegria e a força da união.Amém

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.

 

Fonte - Apostolado da Oração - Http://www.apostoladodaoracao.pt/intencao-do-papa-2/

 

 

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Coração de Sião - Dezembro de 2016

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“SOMOS PEREGRINOS”
 Chegamos a dezembro, último mês de mais um ano civil. Também chegamos ao tempo do Advento, inicio de um novo ano litúrgico.
O termo Advento vem do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a”. É o tempo de preparação para a jubilosa celebração do Natal.
Este é um tempo de preparação para o Natal, não devemos permitir, que a correria do fim de ano e a preparação para as festas, nos tirem do foco, nos façam esquecer do mais importante: a preparação espiritual para a festa do Natal, nascimento de Jesus. É preciso fazer de nosso coração uma manjedoura, um lugar, onde o menino Jesus deve nascer.
Aproveitemos esse período para refletir sobre a virtude própria deste tempo, que é a “esperança”. Maria é o modelo de vivência desta virtude. É a Mãe da esperança. Este tempo de Advento é um convite a esperar com Maria pelo Messias. Mais o que é esperar?
Recordemos, a esperança é uma das três virtudes teologais.
Para isso lembremos que “somos peregrinos”, estamos “a caminho”. Podemos nos imaginar como os três reis magos, caminhando rumo ao encontro do Messias, o Salvador da humanidade.
Ninguém está pronto, acabado, maduro. Todos somos peregrinos. Um termo em latim busca expressar esse estado: status viatoris. O viator é, segundo este conceito, aquele que se encontra a caminho da felicidade, tanto daquela objetiva quanto da sua experiência subjetiva.
Esta situação do estar “a caminho”, que caracteriza o ser do homem, tanto a um nível natural como sobrenatural, exige uma atitude esperançosa, para não esmorecer, não desistir no caminho e manter a confiança em que a meta poderá ser alcançada.
É uma atitude, básica e vital no homem, torna-se virtude somente por graça divina, já que é graças à Revelação que nós conhecemos realmente em que consiste a nossa felicidade e plenitude autênticas: participar eternamente da comunhão com Deus. Trata-se de um fim que o homem sozinho não poderia nem imaginar, olhando apenas para a sua natureza.
Muitas vezes, inclusive, devido à confusão em que se costuma viver, o homem pode fazer de coisas más o objeto da sua esperança. Por isso é tão importante Jesus Cristo, que ilumina o mistério do homem, mostrando-lhe em que consiste realmente a sua plenitude e felicidade, a verdadeira meta. Esse norte, que de alguma forma já possuímos graças à virtude da Fé, pela esperança confiamos que o alcançaremos, cooperando com a graça de Deus. Especialmente nos momentos difíceis é preciso manter a chama da esperança acesa.
Esperemos no Senhor, Jesus, pois no Natal não celebramos somente um Cristo que veio, mas um Cristo que vem a cada dia e fala ao coração do homem e um Cristo que um dia virá.

INTENÇÕES DO MÊS
Pelas intenções do Santo Padre, o Papa Francisco, que neste mês pede:
O fim dos meninos-soldados. Para que seja eliminada em todo o mundo a praga dos meninos-soldados.
Que Europa possa redescobrir o Evangelho. Que os povos europeus redescubram a beleza, a bondade e a verdade do Evangelho, que dá alegria e esperança à vida.
Peçamos ainda que o Senhor em sua infinita Misericórdia, fortaleça os cristãos e todos aqueles no mundo inteiro que lutam a favor da vida e contra toda espécie de violência e corrupção.
Peçamos ainda ao Senhor, que pela Sua infinita Misericórdia, conceda a graça a toda a humanidade de se sentir filho(a) amado(a) de Deus e desperte no coração de todos a única coisa que nos une : o amor. Saibamos amar...
Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!

REZEMOS
Rezemos!
Abençoa-nos, Senhor, para que não nos instalemos no frio vazio do comodismo e da indiferença.
Que neste Natal, Senhor, nos reunamos em família e em comunidade, dispostos ao compromisso da mudança, à entrega do perdão, à fecundidade do amor.
Abençoa, Senhor, os esforços de todas as pessoas, as que regam os sulcos da terra com sangue e suor, as que estudam, as que investigam, as que constroem, as que educam, as que trabalham por um mundo melhor.
Abençoa, Senhor, de maneira especial, a todos aqueles irmãos que estão desempregados, os doentes, os solitários, aqueles que não têm esperança:
Para que encontrem em nós, seus irmãos e irmãs, Tua Presença que anima e acompanha.
Que Maria e José, depois de ter atravessado as estradas áridas e poeirentas, batam e encontrem em nossos corações um lugar quente e fértil onde possa nascer o teu Filho Jesus.
E que sua presença em nossas vidas nos anime como filhos, família, comunidade e povo, para tornar realidade teu Projeto de Amor, Justiça, Liberdade e Igualdade.
Amém.
Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!
Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.
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Coração de Sião - Novembro de 2016

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“Subir com o Cristo”

Chegamos a novembro, mês que inicia com a celebração de todos os santos e a comemoração de todos os Fiéis Defuntos.

Tratando da questão dos Fiéis Defuntos, a Igreja nos apresenta um documento sobre a questão do sepultamento de defuntos e a conservação de cinzas em caso de cremação, elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo Cardeal Gerhard Müller.

Nas novas normas incluídas na instrução com o título “Ad resurgendum cum Christo” (Subir com o Cristo) são proibidas algumas práticas, que são amplamente difundidas na atualidade entre os católicos, como a conservação das cinzas em casa, jogar as cinzas do defunto no mar ou usá-las para fazer lembrancinhas. A Congregação para a Doutrina da Fé também assinala que está totalmente proibida “somente em casos de circunstâncias graves e excepcionais, dependendo das condições culturais de caráter local, o Ordinário, de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa”. “As cinzas, no entanto, não podem ser divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas”.

O Papa Francisco aprovou esta instrução “para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não seja permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objetos, tendo presente que para tal modo de proceder não podem ser adotadas razões de ordem higiênica, social ou econômica a motivar a escolha da cremação”.

A Igreja estabelece agora que “onde por razões de tipo higiênico, econômico ou social se escolhe a cremação; escolha que não deve ser contrária à vontade clara ou razoavelmente desejada do fiel defunto, a Igreja não vê razões doutrinais para impedir tal prática; uma vez que a cremação do cadáver não toca o espírito e não impede à onipotência divina de ressuscitar o corpo.

Por isso, tal fato, não implica uma razão objetiva que negue a doutrina cristã sobre a imortalidade da alma e da ressurreição dos corpos.

Quanto as cinzas, estabelece a instrução, “devem ser conservadas, por norma, em um lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou em um lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica (autoridade da Igreja)”.

A instrução estabelece que “a conservação das cinzas em um lugar sagrado pode contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã. Por outro lado, deste modo, se evita a possibilidade de esquecimento ou falta de respeito que podem acontecer, sobretudo depois de passar a primeira geração, ou então cair em práticas inconvenientes ou supersticiosas”.

É importante sabermos que essas proibições, se fazem necessárias, pois, “seguindo a antiga tradição cristã, a Igreja recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos sejam sepultados no cemitério ou em um lugar sagrado”.

A instrução recorda que em 1963, a Santa Sé estabeleceu que “seja fielmente conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis”, mas “acrescentando, ainda, que a cremação não é ‘em si mesma contrária à religião cristã’. Mais ainda, afirmava que não devem ser negados os sacramentos e as exéquias àqueles que pediram para ser cremados, na condição de que tal escolha não seja querida ‘como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja’”.

Entretanto, a Congregação para a Doutrina da Fé destaca que “a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações” e “difundem-se, também, novas ideias contrárias com a fé da Igreja”.

O Vaticano (Igreja Católica) também recorda que “a inumação (o sepultamento) é, antes de mais, a forma mais idônea para exprimir a fé e a esperança na ressurreição corporal”.

“Enterrando os corpos dos fiéis defuntos, a Igreja confirma a fé na ressurreição da carne, e deseja colocar em relevo a grande dignidade do corpo humano como parte integrante da pessoa da qual o corpo compartilha a história”.

A Igreja adverte, portanto, que “não pode permitir comportamentos e ritos que envolvam concepções errôneas sobre a morte: seja o aniquilamento definitivo da pessoa; seja o momento da sua fusão com a Mãe natureza ou com o universo; seja como uma etapa no processo da reencarnação; seja ainda, como a libertação definitiva da ‘prisão’ do corpo”.

Fonte - ACI Digital - http://www.acidigital.com/noticias/vaticano-dita-normas-para-sepultura-de-mortos-cremacao-e-conservacao-de-cinzas-92894/  


INTENÇÕES DO MÊS 

Pelas intenções do Santo Padre, o Papa Francisco, que neste mês pede:

Pelos Países que acolhem refugiados - Para que os países que acolhem um grande número de deslocados e refugiados sejam apoiados no seu empenho de solidariedade. E também pela Colaboração entre sacerdotes e leigos - Para que, nas paróquias, os sacerdotes e os leigos colaborem no serviço à comunidade sem ceder à tentação do desânimo.

Peçamos ainda pelos nossos parentes e amigos falecidos!

A Igreja Católica Apostólica Romana, ensina que devemos (e podemos) ajudar os mortos com a nossa oração. Consagremos, portanto, neste mês, todos os nossos parentes, amigos e conhecidos que já partiram desta vida ao Sacratíssimo Coração de nosso Deus, para que, em Sua infinita misericórdia, lhes conceda a plenitude da alegria eterna.

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS

Rezemos - Deus de bondade, vivemos num mundo em guerra, feita tantas vezes em teu nome, sem que aqueles que a fazem percebam o quanto vão contra a tua lei. Milhares de pessoas são obrigadas a fugir, para defender a própria vida e a das suas famílias. Abre o coração de todos, para que acolham os refugiados e lhes deem condições para reconstruir a sua vida.

Este mês, também te peço para que haja uma maior colaboração entre sacerdotes e leigos, no serviço das comunidades cristãs.

E ainda “Deus de infinita misericórdia, confiamos à tua imensa bondade aqueles que deixaram este mundo para a eternidade, onde Tu aguardas toda a humanidade redimida pelo sangue precioso de Cristo, morto para nos libertar dos nossos pecados.

Não olhes, Senhor, para as tantas pobrezas, misérias e fraquezas humanas quando nos apresentarmos diante do Teu tribunal, para sermos julgados, para a felicidade ou a condenação. Dirige para nós o teu olhar misericordioso que nasce da ternura do teu coração, e ajuda-nos a caminhar na estrada de uma completa purificação. Que nenhum dos teus filhos se perca no fogo eterno do inferno onde já não poderá haver arrependimento. Te confiamos, Senhor, as almas dos nossos entes queridos, das pessoas que morreram sem o conforto sacramental, ou não tiveram ocasião de se arrepender nem mesmo no fim da sua vida. Que ninguém tenha receio de te encontrar depois da peregrinação terrena, na esperança de sermos recebidos nos braços da tua infinita misericórdia. Que a irmã morte corporal nos encontre vigilantes na oração e carregados de todo o bem realizado ao longo da nossa breve ou longa existência. Senhor, nada nos afaste de Ti nesta terra, mas em tudo nos dês o apoio no ardente desejo de repousar serena e eternamente em Ti. Amém.

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória.

 

 

 

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