Lectio Divina - Ano B - 2017/2018

27º Domingo do Tempo Comum - 07 de Outubro de 2018

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Texto Bíblico: Evangelho de São Marcos 10, 2-16 

Naquele tempo, alguns fariseus se aproximaram de Jesus e para pô-lo à prova, perguntaram se era lícito a um marido repudiar a sua mulher. Ele respondeu: Que lhes ordenou Moisés? Eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e depois repudiar. Jesus então lhes disse: Foi por causa da dureza do coração de vocês que ele escreveu esse mandamento para vocês. Mas desde o inicio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. De modo que já não são dois mas um só. Portanto o que Deus uniu, o homem não separe. Mais tarde, em casa, os discípulos voltaram a interrogá-lo sobre esse ponto. Ele lhes disse: Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar uma outra, comete adultério contra a primeira. E se essa repudiar o seu marido e desposar um outro, comete adultério...Traziam-lhe crianças para que as tocasse, mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus ficou indignado e disse: Deixem as crianças virem a mim. Não as impeçam, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade eu lhes digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele. Então abraçando-as, abençoou-as, impondo as mãos sobre elas.

1 - L E I T U R A:

Os fariseus eram pessoas que ensinavam o cumprimento da Lei de Moisés. Não contentes com a maneira misericordiosa de Jesus acolher o povo, viviam procurando pegar Jesus nalguma desobediência à Lei. Neste texto eles falam sobre o divórcio. Jesus não se perturba, lembra a Lei de Moisés e explica porque Moisés permitira em algumas ocasiões. Mas lembra o que fora estabelecido por Deus desde o começo da humanidade: o que Deus uniu (homem e mulher) ninguém pode separar. Chegando pois em casa, os discípulos pedem mais explicação sobre o divórcio. E Jesus confirma que é mesmo adultério se quem já casado de fato, se separa e casa com outro.

Os judeus não gostavam de as crianças participarem nas conversas dos adultos. A cena do acolhimento de Jesus às crianças, mostra a bondade de Cristo por elas, nos ensina o apreço de Deus para com as crianças, por sua pureza, simplicidade, sinceridade. Mas as crianças podem fazer-nos entender também que todo o que é semelhante à criança: o pobre, o desprotegido, o simples, todos devem ser acolhidos com bondade porque pertencem ao Reino de Deus.

Perguntas sobre a leitura:

• Que pessoas religiosas judias vieram falar com Jesus? O que queriam?

• Que parte da Lei de Moisés vieram apresentar a Jesus e comentar?

• Que é que Cristo lhes respondeu sobre a carta de divórcio de Moisés?

• Que princípio Jesus lembrou que Deus estabeleceu no início sobre o casamento entre um homem e uma mulher?

• Como é que os discípulos tratavam as crianças? E o que fez Jesus?

• Que é que Jesus afirmou sobre o valor das crianças? Como as tratou então?

2 - M E D I T A Ç Ã O:

A maneira de tratar a família variou muito. Mas sempre nossa Igreja ensinou-nos o que Jesus quis e quer da família. Não existe família perfeita. Mas quanto mais cuidarmos de nossa família, mais realizaremos nossas vidas.

Pensemos um pouco em Jesus, Maria e José, a Sagrada família, em Nazaré. Unidos na convivência, nos trabalhos, nas conversas, na oração. Nossa infância, tempo de despreocupação, de confiança, simplicidade, alegria, inocência, coração sensível. A alegria de Jesus de abraçar as crianças. A alegria de Jesus de abraçar com carinho cada um de nós.

3 - O R A Ç Ã O:

A oração é a resposta que damos a Deus que se manifesta primeiramente a nós.   “Obrigado, Senhor, porque além da vida maravilhosa que nos deste, colocaste em nosso coração a chama do amor. Este sentimento que recebemos de Ti, faz-nos experimentar a alegria de sermos amados por Ti. Eu, seja quem eu seja, Tu só vês em mim meu coração desejoso de ser amado por Ti e de manifestar amor a todas as pessoas. Quantas vezes, Jesus, seja no alto das montanhas contemplando os vales floridos da Galileia, na barca de Pedro sentindo o balançar das ondas, o sol se despedindo no horizonte, descobriste o íntimo dos corações e os iluminavas com o brilho de teu olhar, com o abraço amigo de teus braços divinos acolhedores”.

4 - C O N T E M P L A Ç Ã O:

Deus fez o bem e tudo o que criou é bom. Colocou em nosso coração a alegria e o prazer quando realizamos algo bom para nós ou para outros. Os apóstolos voltando do trabalho de evangelização ou de curas de doentes, estavam alegres e felizes (Lc 10,17a). Jesus um dia se alegrou no Espírito Santo e disse: Eu Te louvo,Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e o revelaste aos pequeninos... Felizes os olhos que vêem o que vocês estão vendo.

Eu não sou nada. Eu não sei nada, eu não consigo fazer sempre o bem... Mas seguindo Jesus, Ele me transforma: sou seu filho, vou aprendendo a ser alguém e a viver melhor e consigo ter um gesto de bondade e atenção às pessoas. Deus me ama e dá sentido à minha vida.

5 – A Ç Ã O:

Propostas pessoais:

Vou lembrar todo o bem que recebi (e ainda recebo!) de minha família... Vou agradecer a Deus por todas as pessoas de minha família.

Propostas comunitárias:

Procurar visitar uma ou mais famílias que está (estão) passando por alguma situação de desunião ou sofrimento. Vou ler para eles a Palavra de Deus (escolher um trecho próprio!) e rezar com ela e por ela.

Fonte – Diocese de Petrópolis

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