Ano Eucarístico de Sião

Conheça a história de São Tarcísio, jovem que preferiu abraçar o martírio a permitir que o SSmo. Sacramento fosse profanado pelos ímpios.

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Tarcísio era um jovem acólito, com 12 anos de idade, que viveu no Século III, durante as perseguições aos cristãos decretadas por Valeriano, um implacável inimigo de Cristo. A cada dia, partindo secretamente das catacumbas, onde os cristãos então se reuniam para a Santa Missa, um diácono era enviado às prisões, para levar a Eucaristia aos cristãos que estavam condenados à morte.

Um dia, não havendo diáconos disponíveis, incumbiram o jovem Tarcísio da tarefa de levar a comunhão aos prisioneiros. Estando a caminho, na Via Ápia, Tarcísio foi encontrado por alguns jovens pagãos, seus conhecidos, que instaram-no a juntar-se a eles, em seus jogos e brincadeiras.

Recusado o convite, a turba que cercava Tarcísio notou que ele trazia algo escondido em suas mãos. Um deles, que sabia da sua condição de cristão, juntamente com outros, curiosos por conhecer os 'mistérios' cristãos, aglomeraram-se em torno de Tarcísio e passaram a maltratá-lo com fúria, para que ele lhes mostrasse o que carregava nas mãos.

Como lhes negasse a mostrar o que carregava, foi brutalmente espancado e apedrejado. Caído por força das agressões sofridas, velando ainda o Tesouro que trazia nas mãos, foi socorrido por um soldado cristão, que passava pelo local, que dispersou a multidão e levou-o, quase morto, de volta à catacumba de onde tinha partido. Não resistindo aos graves ferimentos sofridos, Tarcísio morreu no caminho. Seu corpo foi sepultado nas Catacumbas de São Calisto, e suas relíquias estão hoje custodiadas na Basílica de São Silvestre, em Roma.

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ECCLESIA DE EUCHARISTIA

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 INTRODUÇÃO

1. A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: « Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo » (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança.

O Concílio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é « fonte e centro de toda a vida cristã ».(1)Com efeito, « na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo ».(2) Por isso, o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no sacramento do Altar, onde descobre a plena manifestação do seu imenso amor.

2. Durante o Grande Jubileu do ano 2000, pude celebrar a Eucaristia no Cenáculo de Jerusalém, onde, segundo a tradição, o próprio Cristo a realizou pela primeira vez. O Cenáculo é o lugar da instituição deste santíssimo sacramento. Foi lá que Jesus tomou nas suas mãos o pão, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: « Tomai, todos, e comei: Isto é o meu Corpo que será entregue por vós » (cf. Mt 26, 26; Lc 22, 19; 1 Cor 11, 24). Depois, tomou nas suas mãos o cálice com vinho e disse-lhes: « Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados » (cf. Mc 14, 24; Lc 22, 20; 1 Cor 11, 25). Dou graças ao Senhor Jesus por me ter permitido repetir no mesmo lugar, obedecendo ao seu mandato: « Fazei isto em memória de Mim » (Lc 22, 19), as palavras por Ele pronunciadas há dois mil anos.

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“ A COMUNHÃO DESTRÓI A TENTAÇÃO DO DEMÔNIO”

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“ A COMUNHÃO DESTRÓI A TENTAÇÃO DO DEMÔNIO”

“O ato de comungar apenas porque o católico vai à missa é um abuso e precisa ser corrigido. Muitas vezes, o responsável pela comunhão deve se recusar a dar a hóstia para algumas pessoas - entre elas, aquelas que foram excomungadas e as que insistem em cometer pecados graves” ― PAPA BENTO XVI

 

 Os soldados quando vão para a guerra, eles levam consigo não só as armas de combate, mas também o suprimento alimentar para terem forças e vencer o adversário, este alimento é chamado “ o pão dos fortes” (SL 77,25), na verdade nós já sabemos, que depois da consagração quando o sacerdote diz “ Hoc est corpus meum” “Tomai e comei; isto é o meu corpo” ( Mt 26,16), o pão se converte em carne de Cristo, em uma linguagem mais comum “ Corpu Cristi”,Corpo de Cristo. Santo Inácio de Antioquia que é do Século II da santa Igreja ensinava “ O pão Eucaristico é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer” , ou como o doutor do Ocidente Santo Agostinho afirmava “ A Eucaristia é o nosso pão cotidiano. A virtude própria desse alimento divino é uma força de união que nos une ao corpo do salvador e nos faz seus membros, a fim de que nos transformemos naquilo  que recebemos...” também diz o doutor do Oriente São João Crisóstomo “ Jesus nos da o seu corpo sob a espécie de pão, a fim de nos tornarmos com ele uma coisa só”

Em um combate se desgasta muito a tropa, por esta razão antes de Jesus Cristo morrer, ele instituiu este sacramento de amor ( Lc 22,14-20), para fortalecer o seu exército e deixando organizado e fortalecido; já dizia São João Crisóstomo “ na verdade um General deixa nos mais extasiados quando, apesar de sua ausência, as tropas continuam disciplinadas”, na Igreja primitiva os cristãos “ perseveravam na doutrina dos apóstolos nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações” ( At 2,42)                                                              

Para vencermos o nosso adversário satanás, devemos resisti lo (Tg 4,7), não se pode ter medo deste leão enfurecido, pois quando comungamos o “pão dos Fortes” nos tornamos como Sansão que matava leão como se fosse um cabrito ( Jz 14,5-6), São Tomas de Aquino escreveu a respeito da comunhão que “ A comunhão destrói a tentação do demônio”. Todavia só podemos vencer o nosso oponente se estivermos revestido de Cristo ( Gl 3,27), e ai sim, poderemos dizer como São Paulo disse “ eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim”( Gl 2,20)

 

Santa Tereza de Ávila foi uma mulher violenta no combate espiritual, vejamos o que ela mesma diz a esse respeito :

“Se este Senhor ( Jesus Cristo) é tão poderoso como sei e vejo; se os demônios não são senão seus escravos, como a fé não me permite duvidar, que mal podem fazer eles, se eu sou a serva deste rei e senhor? Antes por que não me sentir tão forte que seja capaz de enfrentar o inferno inteiro? Tomando a cruz as mãos me parecia que Deus me dava coragem, em breve espaço de tempo me vi tão transformada, que não teria temido sair em luta com todos os demônios, que me parecia que com aquela cruz, facilmente venceria a todos; e lhes gritava “ avancem agora! Sendo eu a serva do senhor, quero ver o que me podem fazer!”, somente esta mulher colocou legiões inteiras de demônios para correr; qual era o seu segredo espiritual? Se não o pão dos fortes, ela mesma declara “ É um pão vivo, e por ser vivo tem o poder de vivificar aqueles que o recebem”

Os homens de Deus são como uma tocha inflamada, por este “ Pão dos fortes”, por isso o inimigo não pode o resistir. São Macário foi um destes homens, ele era um dos grandes padres do deserto, teve que lutar muito contra o demônio. Em um dia o viu chegar com uma força de fogo na mão, São Macário imediatamente se humilhou junto do Senhor, e caiu a força da mão do demônio, satanás então exclamou com ira e ódio “ Escuta Macário, tu tens boas qualidades mas eu tenho mais...tu comes pouco mas eu não como nada, tu dormes pouco, mas eu nunca, tu fazes milagres, eu também faço prodígios, uma coisa só sabes fazer que eu não sei: TU SABES HUMILHAR TE!”

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Nossa Senhora e a Eucaristia

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mariaeeucaristiaJesus se torna acessível às pessoas na comunhão

O Papa João Paulo II escreveu o documento Ecclesia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; o próprio Papa João Paulo II afirma que Ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, Ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas através de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo.

O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma! É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Eis o mistério da Fé

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acolitoEssas palavras que o sacerdote pronuncia logo após a con­sagração do pão e do vinho, resumem toda a essência da santa Missa. Ela é a celebração do mistério da fé, o ápice de toda devoção cristã.

Quem não entendeu o sentido profundo da Missa ainda não compreendeu o sentido profundo do cristianismo e da salvação que Jesus veio trazer aos homens.

A maioria dos batizados não gosta de participar da Missa. Para uns ela é apenas uma longa cerimônia; para outros, um hábito sociológico, “um peso necessário”, uma obrigação de cons­ciência ou apenas um exercício de piedade. Uns não gostam da Missa porque não gostam do padre que a celebra; outros, porque não gostam do sermão, ou porque a música não está boa, etc. E, assim, ficam apenas no acessório e se esquecem do Essencial.

A Missa é a celebração máxima da fé, porque nela o “mes­mo” Sacrifício de Cristo no Calvário se faz presente, se “atuali­za”, para que cada um de nós, pessoalmente, e em comunida­de, possa em adoração, oferecer o Cristo ao Pai, pela salvação da humanidade.

A Liturgia reza que quando celebramos a Paixão do Senhor sobre o altar, “torna-se presente a nossa redenção”.

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Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de joelhos

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Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos  Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: “é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos”.

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo  Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve “ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus”.

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