Coração de Sião - Julho 2011

 Queridos Associados, Amigos e Benfeitores de Sião,

SOBRE O CULTO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

 

Começamos o mês com a festa do Sagrado Coração de Jesus!

            Festa celebrada, sempre na sexta-feira após o 2º Domingo depois da festa de Pentecostes.

            Inumeráveis são as riquezas celestiais que nas almas dos fiéis infunde o culto tributado ao sagrado coração, purificando-os, enchendo-os de consolações sobrenaturais, e excitando-os a alcançar toda sorte de virtudes. Portanto, tendo presentes as palavras do apóstolo são Tiago. "Toda dádiva preciosa e todo dom perfeito vem do alto e desce do Pai das luzes" (Tg 1,17), neste culto, que cada vez mais se incende e se estende por toda parte, com toda razão, podemos considerar o inapreciável dom que o Verbo encarnado e salvador nosso, como único mediador da graça e da verdade entre o Pai celestial e o gênero humano, concedeu à sua mística esposa nestes últimos séculos, em que ela teve de suportar tantos trabalhos e dificuldades. Assim, pois, gozando deste inestimável dom, pode a Igreja manifestar mais amplamente o seu amor ao divino Fundador, e cumprir mais fielmente a exortação que o evangelista são João põe na boca do próprio Jesus Cristo: "No último dia da festa, que é o mais solene, Jesus pôs-se em pé, e em voz alta dizia: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim. Do seu seio, como diz a Escritura, manarão rios de água viva. Isto o disse pelo Espírito que haveriam de receber os que nele cressem" (Jo 7,37-39).

             A caridade divina tem a sua primeira origem no Espírito Santo, que é o amor pessoal, assim do Pai como do Filho, no seio da Trindade augusta. Com sobradíssima razão, pois, o apóstolo das gentes, como que fazendo-se eco das palavras de Jesus Cristo, atribui a esse Espírito de amor a efusão da caridade nas almas dos crentes: "A caridade de Deus foi derramada nos nossos corações por meio do Espírito Santo, que nos foi dado" (Rm 5,5).

            Este estreito vínculo que segundo a Sagrada Escritura, existe entre o Espírito Santo, que é amor por essência, e a caridade divina, que deve acender-se cada vez mais na alma dos fiéis, demonstra abundantemente a todos nós, veneráveis irmãos, a natureza íntima do culto que se deve tributar ao coração de Jesus Cristo. Com efeito, se lhe considerarmos a natureza particular, manifesto é que este culto é um ato de religião excelentíssimo, visto exigir de nós uma plena e inteira vontade de entrega e consagração ao amor do divino Redentor, do qual é sinal e símbolo vivo o seu coração traspassado. Consta igualmente, e em sentido ainda mais profundo, que este culto aprofunda a correspondência do nosso amor ao amor divino. Pois só em virtude da caridade se obtém que os homens se submetam mais perfeita e inteiramente ao domínio de Deus, já que o nosso amor de tal maneira se apega à divina vontade, que vem a fazer-se uma coisa só com ela, consoante aquelas palavras:

             "Quem está unido ao Senhor é com ele um mesmo espírito" (1Cor 6,17).

 

(Fonte - cf. nº 2 a 4 da Carta Encíclica do Papa Pio XII -  Haurietis Aquas - Sobre o culto do Sagrado Coração de Jesus)

 


 

INTENÇÕES DO MÊS

Precisamos lutar contra toda forma de relativismo

Para você que não sabe, o relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um, definir a “sua” verdade e aquilo que lhe parece ser o seu bem. Nesta forma de pensar e olhar as coisas como se tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. É o engano do historicismo. Para seus adeptos, “a pessoa se torna a medida de todas as coisas”, como dizia o filósofo grego Protágoras. 

A Igreja evidentemente rejeita o relativismo, uma vez que há verdades que são permanentes. As verdades da fé e da moral cristã são perenes porque foram dadas por Deus. Cristo afirmou solenemente: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6); “a verdade vos libertará” (Jo 8,32); e disse a Pilatos que veio ao mundo exatamente “para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). São Paulo relatou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4) e que “ a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).

Então, se negarmos que existe a verdade objetiva e perene, o Cristianismo fica destruído desde a sua raiz.

Segundo o relativismo, no campo moral não existe “o bem a fazer e o mal a evitar”, pois o bem e o mal são relativos. Isso destrói completamente a moral católica, a qual moldou o Ocidente, e a nossa civilização. Contudo, esse relativismo hoje está penetrando cada vez mais na universidade, na imprensa e até na Igreja. Ele ignora a lei natural, que é a lei de Deus colocada na consciência de todo ser humano  desde que este dispõe do uso da razão.

Peçamos a Deus, que venha neste tempo em socorro da humanidade para que, cada homem e mulher, se deixem inundar por sua graça e assim busquem viver segundo a sua vontade e verdade.

 

Sagrado Coração de Jesus, esperamos e confiamos em Vós!          

Fonte: Prof. Felipe Aquino - portal Canção Nova

 


 

Peçamos ao Senhor!

Senhor, forme nossa consciência para que rejeitemos todas as formas de relativismo, passando a ter uma visão clara, observando as necessidades e os sofrimentos dos nossos irmãos e irmãs. Que o Senhor nos inspire palavras e ações para confortar os desanimados e oprimidos, e que, a exemplo de Cristo, seguindo o seu mandamento, nos empenhemos lealmente no serviço a eles. Que cada vez mais a Igreja seja testemunha viva da verdade e da verdadeira liberdade, de uma justiça que não tenha preconceitos e nem favoritismos, para que assim, a cada dia, o mundo cresça  na paz, e que toda a humanidade se abra a esperança de um mundo novo. Mundo onde os verdadeiros valores morais, éticos sejam implantados segundo os princípios cristãos. (cf. Oração Eucarística VI -D).

Que “nós, porém, de acordo com a sua promessa esperamos novos céus e nova terra em que mora a justiça. Caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre imaculados e irrepreensíveis na paz. E crede que a paciência do Senhor é para nossa salvação. Nelas há alguns pontos de difícil inteligência, que homens ignorantes e sem firmeza deturpam, não menos que as demais Escrituras, para sua própria perdição.

Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para não vos deixardes levar pelo erro de homens sem lei e virdes a decair da própria firmeza. Crescei, antes, na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Para ele a glória, tanto agora como até o dia da eternidade. Amém”. (cf. 2 Pd 3, 13-15. 17-18)

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