Coração de Sião - Junho 2011

Queridos Associados, Amigos e Benfeitores de Sião,

A INTERCESSÃO, FESTAS E MEMÓRIA DOS SANTOS

A intercessão dos santos. "Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio" (catecismo da Igreja Católica - 956)

Em junho acontecem as festas de cunho cultural em vários seguimentos da sociedade. Fazem  parte da tradição do povo brasileiro em seu início eram chamadas Joaninas, em homenagem a São João. Acontecem em virtude das memórias dos diversos santos comemorados neste mês,  entre eles São João Batista, originárias da Europa, conforme historiadores, vieram para o Brasil através dos colonizadores portugueses, na época que nosso país sofreu forte influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, o que influenciou muito as típicas quadrilhas. A tradição de soltar fogos de artifício veio da China. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, comuns em Portugal e Espanha. Elementos culturais que com o passar do tempo misturaram-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas, comidas, danças, brincadeiras etc.

O mais importante é a motivação destas festas, a partir das questões culturais, faz-se lembrar a vida de pessoas (santos) que marcaram a humanidade com seu testemunho de fé. Pessoas como São João Batista, o precursor do Messias (Jesus), lembrado em seu nascimento. São Pedro, apóstolo de Jesus e primeiro Papa. Santo Antonio, franciscano, presbitero, reconhecido pela Igreja como doutor, grande pregador.

Santos, “testemunhas que nos precederam no Reino, especialmente as que a Igreja reconhece como ‘santos’, participam da tradição viva da oração pelo exemplo modelar de sua vida, pela transmissão de seus escritos e por sua oração hoje. Contemplam a Deus, louvam-no e não deixam de velar por aqueles que deixaram na terra. Entrando "na alegria" do Mestre, eles foram "postos sobre o muito". Sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao plano de Deus. Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo inteiro”. (Cf. Catecismo da Igreja Católica - 2683)

Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja de Jesus Cristo, com mais de 2000 anos permanece e nada pode contra ela. Jesus mesmo disse a São Pedro “E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão sobre ela” (cf. Mt 16, 19). Fundada por Jesus Cristo, subsiste através da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério. “Fica portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas” (Dei Verbum 10, 3)

Aproveitemos o tempo da Graça e peçamos a intercessão dos santos.

           


Intenções do Mês

 

Os tempos são difíceis, os testemunhos de santidade raros, porém, não desanimemos! Coragem! Foi o que Jesus falou para os “seus”: “No mundo tereis aflições. Mas tende coragem! Eu venci o mundo”! (Cf. Jo 16, 33)  

Estamos em pleno tempo pascal, e iniciamos este mês com a Festa da Ascenção de Jesus! Lembremos o que Jesus também disse aos “seus”, antes de subir para junto do Pai. Ele disse: “Vós sois testemunhas disso. Eu vos mandarei aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei (juntos em oração) na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (cf. Lc 24, 48-49). Eles permaneceram e receberam o Espírito Santo!                

            Neste tempo preciosíssimo da Graça, peçamos ao Espírito Santo o dom da santidade para nós e para a toda a humanidade.

De modo muito especial peçamos que o Senhor suscite muitos testemunhos de santidade  entre os jovens. Que eles saibam lutar com fé, na força e poder do Espírito Santo, contra todas as propostas que ofendem e ferem o Coração de Deus. Principalmente lutem em favor da castidade, contra o uso das drogas e de tantos outras formas que colocam acima de tudo o prazer.

Peçamos ao Senhor que também suscite testemunhos de santidade nos casais. Que eles queiram constituir suas famílias através de um matrimônio santo. Os que já são unidos pelo matrimônio, sejam fiéis as promessas que fizeram um ao outro na presença de Deus. Que recordem sempre as palavras que o sacerdote que assitiu celebração do seu matrimônio,  proferiu, confirmando as suas promessas: “o que Deus uniu, o homem não separe!”

 

Sagrado Coração de Jesus, esperamos e confiamos em Vós!       

 


O Espírito Santo santificador e vivificador da Igreja

            Fazemos parte da Igreja, corpo místico de Cristo. “‘Na edificação do corpo de Cristo, há diversidade de membros e de funções. Um só é o Espírito que distribui dons variados para o bem da Igreja segundo suas riquezas e as necessidades dos ministérios’. A unidade do Corpo Místico produz e estimula entre os fiéis a caridade: ‘Por isso, se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; ou, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele". Finalmente, a unidade do Corpo Místico vence todas as divisões humanas: ‘Todos vós, com efeito, que fostes batizados em Cristo, vos vestistes de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Cristo Jesus’ (Gl 3,27-28)”. (cf. Catecismo da Igreja Católica - 790 - 791)

            “Consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para Ele cumprir na terra (cfr. Jo. 17,4), foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes, para que santificasse continuamente a Igreja e deste modo os fiéis tivessem acesso ao Pai, por Cristo, num só Espírito (cfr. Ef. 2,18). Ele é o Espírito de vida, ou a fonte de água que jorra para a vida eterna (cfr. Jo. 4,14; 7, 38-39); por quem o Pai vivifica os homens mortos pelo pecado, até que ressuscite em Cristo os seus corpos mortais (cfr. Rom. 8, 10-11). O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo (cfr. 1 Cor. 3,16; 6,19), e dentro deles ora e dá testemunho da adoção de filhos (cfr. Gl. 4,6; Rom. 8, 15-16. 26). A Igreja, que Ele conduz à verdade total (cfr. Jo. 16,13) e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a Ele e guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a com os seus frutos (cfr. Ef. 4, 11-12; 1 Cor. 12,4; Gál. 5,22). Pela força do Evangelho rejuvenesce a Igreja e renova-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo. Porque o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: «Vem» (cfr. Ap. 22,17)!

            Assim a Igreja toda aparece como «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Lumen Gentium - 4)

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