Coração de Sião - Agosto de 2016

MISERICORDIOSOS COMO O PAI 

Chegamos ao mês de agosto, dedicado as vocações, neste Ano Jubilar Extraordinário da Misericór­dia, que teve inicio com a Solenida­de da Imaculada Conceição. Como tratar a questão vocacional, em um clima de misericórdia?

Sobre a temática deste ano, o bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo (SP) e referencial da Pastoral Vocacional, dom José Roberto Fortes Palau, explica que toda vocação à vida consagrada é fruto da misericórdia divina.

A Bula Misericor­diae Vultus na qual o Papa Francisco proclamou o Ano Jubilar é um documento, muito rico e profundo, pois apresenta em grandes linhas a dou­trina bíblica e teológica sobre a mi­sericórdia de Deus e convida a Igreja a celebrar o Ano Jubilar em toda a sua abundância de graças, por meio de diversas ações concretas.

No aspecto humano da misericórdia, o documento propõe, abordar a misericórdia enquan­to um projeto de vida que precisa ser acolhido concretamente no dia a dia. A misericórdia é muito mais do que uma "ideia", "espiritualidade" ou "devoção": é a concreta manifes­tação de uma "atitude" diante da vida, diante do outro, diante daquele que necessita ajuda. Um "estilo de vida" possível porque Deus é quem primeiro usou de misericórdia para conosco (Jo 4,10 – Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva”).

Observando que a etimologia do termo misericórdia resulta das palavras latinas “miseris cor edare”, que, juntas, significam “dar o coração àqueles que são vítimas da miséria”.

Ao falar da misericórdia para com o outro em necessidade o Santo Padre apresenta a frase proferida por Jesus no sermão das montanhas (Lc 6,36 – “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”.) Ser "Misericordiosos como o Pai" é um "programa de vida tão empenha­tivo quanto rico de alegria e paz" (MV 13), no qual somos convidados a "abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existen­ciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dra­mática" (MV 15) e a "abrir os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade" sentindo-nos desafiados a "escutar o seu grito de ajuda", e "estender-lhes as mãos", permitindo-os sentir o calor da nossa presença, amizade e fraterni­dade (MV 15).

"Abrir os corações", "abrir os olhos", "escutar", "apertar as mãos" expressões que poderiam manifes­tar um idealismo sem concretude. Contudo, o Santo Padre apresen­ta-nos os meios pelos quais a mise­ricórdia torna-se concreta: as obras de misericórdia corporais e espirituais. Diante delas a nossa consciência "muitas vezes adormecida perante o sofrimento dos irmãos mais neces­sitados" é despertada (cf. MV 15) e sua prática torna-se caminho pelo qual adentramos cada vez mais no coração do Evangelho. Na prática das obras de misericórdia está o ter­mômetro da autenticidade da nossa fé. A esse respeito o Papa escreve que Jesus, em Sua pregação, "nos apresenta obras de misericór­dia para podermos perceber se vive­mos ou não como seus discípulos".

As obras de misericórdia corporal: Dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos; As obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, per­doar as ofensas, sofrer com paciên­cia as fraquezas do nosso próximo, rogar a Deus pelos vivos e defun­tos" (MV 15).

Segundo as palavras de Nosso Senhor - adverte, por fim, o Santo Padre - no entardecer da nossa vida será pela "concretude" de nossa misericórdia para com Ele (Cristo) no outro que seremos jul­gados (MV 15). 

Fonte - revista Apostolado da Divina Misericórdia - site CNBB


INTENÇÕES

Continuemos unidos ao Santo Padre, o Papa Francisco, e as suas intenções. Neste mês pela fraternidade no desporto. Para que o desporto seja uma oportunidade de encontro fraterno entre os povos e contribua para a causa da paz no mundo.

O Santo Padre com olhar voltado para a evangelização para que os cristãos vivam o seguimento do Evangelho dando testemunho de fé, de honestidade e de amor pelo próximo.

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!  


REZEMOS

Oremos: Deus Pai, todos os teus filhos são chamados, na sua diversidade, a colaborar na construção de um mundo melhor. Não apenas através dos assuntos políticos e econômicos, mas também nos momentos de encontro e lazer. Nos grandes eventos desportivos, cria-se um exemplo de comunhão e partilha, um sinal de que é possível construir a paz. Também peço para que a minha vida seja um testemunho coerente da minha fé, em atitudes de honestidade e amor para com o meu próximo.

Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao teu!

Reze: Pai nosso, Ave Maria, Glória

 

Fonte - site Apostolado da Oração

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