“A Igreja terá sempre o dever de perguntar e de pronunciar-se sobre o que é verdadeiro, não sobre o que convém ou o que é cômodo”

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Cardeal Ratzinger

“Pretender que as afirmações concretas de uma religião sejam verdadeiras, hoje parece não somente presunção arrogante, mas também falta de visão.

O espírito do nosso tempo foi expresso por Hans Kelsen, quando propôs a pergunta de Pilatos ‘Que é a verdade?’ como a única atitude adequada, levando em conta os problemas morais e religiosos da humanidade, na busca de configurar uma comunidade civil.

A verdade é substituída pela decisão da maioria – assim ele afirma -, precisamente porque, na sua opinião, não pode existir a verdade como entidade acessível e obrigatória para todos os homens. Assim, a multiplicidade das culturas torna-se prova da relatividade de cada uma delas. A cultura é contraposta à verdade! Este relativismo, que hoje, como sentimento básico da pessoa ‘iluminada’, invade também amplamente a teologia, é o maior problema da nossa época.

Este é também o motivo pelo qual a verdade hoje é determinada pela ação e o âmago da religião foi mudado. Nós não conhecemos o que é verdadeiro, mas sabemos o que devemos fazer: instaurar uma sociedade melhor, o ‘Reino’, como se diz tanto, usando uma palavra tirada da Bíblia e utilizada num sentido utópico profano”.

A Igreja, contudo, terá sempre o dever de perguntar e de pronunciar-se sobre o que é verdadeiro, não sobre o que convém ou o que é cômodo: “Se todos os seus esforços fossem empregados em evitar conflitos, de modo a evitar o surgimento de contestações e turbulências, então fracassaria a sua autêntica missão. Porque a mensagem que está na sua raiz visa exatamente a nos colocar em discussão, arrancando-nos da mentira e instaurando clareza e verdade. A verdade não é algo a preço de banana”.

Do livro Introduzione a Ratzinger, de Dag Tessore.

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