Santa Isabel do Brasil?

 


Não é de hoje que a Igreja Católica reconhece a santidade de alguns monarcas. Ao longo destes séculos de história muitos foram os membros da realeza elevados à glória dos altares. Recentemente iniciou-se em nosso país uma grande campanha para canonizar Dona Isabel do Brasil, a redentora. Os esforços para dar abertura a este processo canônico de beatificação vêm sendo alvo de diversas críticas.

Os que me conhecem sabem que não sou monarquista e muito menos republicano. Sou um homem “conformado” com o sistema político vigente. Por isso, as linhas aqui expressas não correm o risco de pender para um dos lados, que historicamente disputam lugar na sociedade.

Isabel Cristina, filha de Dom Pedro II, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1846 e faleceu após o exílio, na França em 1921. Durante a vida foi casada com o Conde D’Eu, descente do Santo rei Luís IX da França.

Beatificar a monarca brasileira parece ter surgido como expressão do movimento monarquista. Alega-se que a princesa viveu santamente, como modelo de mãe, de esposa, de governante, mas, sobretudo de mulher cristã.

As vozes brasileiras que se levantam contrárias a este nobre gesto -acolhido pelo colendo Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta- alegam, entre outros motivos, que a princesa não obteve papel fundamental no processo da abolição do sistema escravocrata no Brasil.

Todavia, a princesa carioca que tem cara do sul e do norte, não será beatificada única e exclusivamente pelos seus feitos ou não feitos frente à Abolição. Um homem ou mulher não são elevados aos altares e postos como modelo de heroicidade para todo orbe cristão por um fato isolado, mas, pela sua envergadura moral e apostólica durante toda a vida. Ou então, por parte dela, fruto de uma sincera e profunda conversão.

 
Se Isabel, redentora ou não, vier a ser beatificada e posteriormente canonizada será por ter sido uma mulher exemplar, que buscou santificar-se em seu estado, na vida cotidiana do palácio e dos afazeres reais. Como mulher, como esposa, como mãe e governante. Será modelo para os brasileiros e homens de boa vontade, quiçá seja colocada entre a glória dos santos e venha a olhar por nós. Se assim for, chegará o dia em que Monarquistas e Republicanos ganham! Todos juntos ganhamos uma brasileira no céu, uma intercessora junto a Deus por nós!
 
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