Lectio Divina - Ano A - 2016/2017

25° Domingo do Tempo Comum - Ano A - 24 de Setembro de 2017

| Imprimir | PDF 

TEXTO BÍBLICO: Evangelho de São Mateus 20.1-16 

Jesus disse: - O Reino do Céu é como o dono de uma plantação de uvas que saiu de manhã para contratar trabalhadores. Combinou com eles o salário de uma moeda de prata por dia. Às nove horas, saiu e viu uns homens que estavam à-toa. Disse: - Vão também trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo. E eles foram. Ao meio-dia e às três da tarde o dono da plantação chamou mais trabalhadores. Quase cinco horas voltou à praça. Viu outros homens ali e perguntou: - Por que vocês estão o dia todo sem fazer nada? - Porque ninguém nos contratou, responderam. Disse: Vão trabalhar na minha plantação. No fim do dia, disse ao administrador: Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que vieram por último. Os que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata. Então os primeiros contratados pensaram que iam receber mais. Eles, porém, receberam uma moeda de prata. Começaram a resmungar contra o patrão: - Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós aguentamos o dia todo debaixo deste sol quente. E o pagamento deles foi igual ao nosso! Aí o dono disse a um deles: - Eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois quero dar a este homem, que veio por último, o mesmo que dei a você. Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Você está com inveja porque fui bom para ele? E Jesus terminou, dizendo: - Assim, aqueles que são os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros. 

1. L E I T U R A - Que diz o texto?

Jesus quer que compreendamos que o prêmio pelo trabalho será igual para todos. O dono da vinha vai à procura das pessoas para o trabalho. Deus sai em busca dos discípulos para seu Reino. O dono sai em horas diferentes. Não chama a todos de uma só vez, mas conforme as necessidades. Deus faz assim com os que escolhe para o trabalho em seu reino. Chama a cada um em momento determinado de sua vida. No Antigo Testamento, Deus chamou pessoas para profetas, ou reis de seu povo, nas etapas da história da salvação. O salário que o dono oferece é igual para todos. É como a promessa da vida eterna para os que trabalham pelo Reino. O amor que Deus tem para com todos é igual.  No final, o dono chama os trabalhadores. Os últimos receberam uma moeda de prata. Os primeiros recebendo o mesmo, não gostaram por não ganharem mais que os que começaram mais tarde. O dono da vinha diz: Não fui injusto. Você concordou trabalhar por uma moeda de prata. Pode ir. Quero dar a este último, o que dei a você. Tenho o direito de fazer o que quero com meu dinheiro. Você está com inveja porque fui bom para ele?

Jesus ensina a realizar o trabalho sem preocupar-nos com o trabalho dos outros. Quando o Senhor chamar vai avaliar sobre o que tivermos feito, e não sobre o trabalho dos outros.

 Os que são os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros. Esta frase resume parte do ensinamento de Jesus. Em outra ocasião, os discípulos estavam preocupados com quem seria o primeiro dentre eles, e por isso, contou-lhes esta parábola. Jesus procura ensinar, que muitos dos que agora se creem os primeiros, aos olhos de Deus (como no caso dos judeus) seriam os que ocupariam os últimos lugares no Reino de Deus. Somente os humildes de coração que aceitam a boa nova da salvação ocuparão os primeiros postos no céu; e se refere aos últimos como os que se arrependem e se convertem em pessoas novas. O amor de Deus é igual para todos.

Outros textos bíblicos a comparar: Mt 21,28.33; Tob 5, 15; Lv 19.13; Dt 24.15

Perguntas para a leitura:

* Qual é o motivo do dono da vinha cedo de manhã? Que combina com os trabalhadores?

* Quanto receberam os trabalhadores do dia todo? E os que trabalharam umas horas?

* Por que os trabalhadores que haviam trabalhado durante todo o dia se aborreceram?

* O que disse o dono da vinha aos trabalhadores incomodados?

* Qual é a frase com a qual Jesus conclui esta parábola? 

2 – M E D I T A Ç Ã O - O que me diz? O que nos diz?

* Se Jesus me chama a trabalhar em sua vinha, sou capaz de trabalhar o tempo todo?

* Sou capaz de aceitar a missão que Jesus me confia e cumpri-la de maneira eficiente?

* Se Jesus me chamasse para dar-me o salário que mereço, qual seria o salário que me pagaria, graças a meu trabalho na edificação de seu Reino aqui na terra?

* Considero-me melhor do que os demais por conhecer um pouco de Jesus, ou creio que todos nós merecemos igual amor por parte de Jesus?

* Estou consciente de que o amor de Jesus é igual para todos?

* Sou merecedor da recompensa de Jesus por meu trabalho, ou devo esforçar-me mais?

* Creio que todos nós merecemos a salvação de maneira semelhante e, além disso, deixo que seja Jesus aquele que dá a cada um o que merece, ou me sinto com o poder de julgar e ser aquele que decide dar a cada um o que merece? 

3 – O R A Ç Ã O - O que lhe digo? O que lhe dizemos?

Senhor, tu és o farol que ilumina minha vida com tuas palavras. Compreendi que teu amor não conhece limites e que não importa em que momento de nossas vidas tenhamos te conhecido, pois tens amor igual para com todos.

Obrigado, Senhor, embora vejas nosso passado e nossos pecados, amas de igual maneira ao pobre e ao rico, ao pecador e ao arrependido. Obrigado, Senhor, por doar-te de modo igual a todos. Obrigado por estares aí, mesmo quando não estamos contigo. Peço-te, Senhor, que eu seja um instrumento para que os outros, como eu, conheçam teu amor.

Senhor, que nunca afastes de nós teu amor, e que nós, jamais nos separemos de ti. Dá-nos confiança, Senhor, para amar-te e deixar-nos amar por ti, e para que, unidos sempre à tua palavra, demos frutos para mudar o mundo. Amém. 

4 – C O N T E M P L A Ç Ã O - Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

O momento da contemplação eleva-nos para onde as palavras de Jesus penetram em nosso interior. Repitamos estas palavras várias vezes, para que nos unamos a elas a ponto de que seja Cristo a habitar em nós. Tu és sempre justo, Senhor. Tua justiça está ligada a teu infinito amor. Faze-me justo como tu, Senhor. Ensina-me a amar como tu amas, Senhor. Repetir isto nesta semana, para aprende a amar como Jesus ama.  Aprendamos a ser justos e a dar-nos por igual a todos aqueles que necessitam de nosso amor. 

5 – A Ç Ã O - A que me comprometo? A que nos comprometemos?

Propostas pessoais: Busque uma pessoa que ainda não conheça a boa nova de Jesus, explique-lhe as Escrituras e ajude-a a encontrar-se com o amor de Deus.

Propostas comunitárias: Preparar saída em grupo, pelo bairro ou comunidade, para buscar os que estão distantes e para os quais ainda não chegou a hora de Jesus sair ao encontro deles. Que seu grupo represente o próprio Cristo que sai em busca de outros para trabalhar na vinha do Senhor. 

 

Fonte – Diocese de Petrópolis

Compartilhar

24° Domingo do Tempo Comum - Ano A - 17 de Setembro de 2017

| Imprimir | PDF 

Texto Bíblico: Evangelho de São Mateus 18, 21-35 

Pedro perguntou a Jesus: – Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes? – Não! – respondeu Jesus. Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. Porque o Reino do Céu é como um rei que foi fazer acerto de contas com os empregados. Trouxeram um que lhe devia milhares de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. O rei ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, esposa e filhos e tudo o que possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: - Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor. O patrão teve pena dele, perdoou a dívida. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Pegou o companheiro pelo pescoço dizendo: – Pague o que me deve! O seu companheiro se ajoelhou e pediu: Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo. Ele não aceitou. Mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida.  Os outros empregados revoltados foram contar ao patrão. O patrão chamou aquele empregado e disse: Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você. O patrão mandou o empregado para a cadeia para ser castigado até que pagasse toda a dívida. E Jesus terminou: É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão. 

1 – L E I T U R A – O que diz o texto?

Meditemos sobre o sentido do perdão. À pergunta de Pedro respondeu Jesus: Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes.  Não é o número de vezes. Que o perdão aos irmãos seja dado sempre. A parábola de Jesus é para que os discípulos entendam como é fácil perdoar se reconhecemos a misericórdia de Deus. O rei representa a Deus, o momento do acerto de contas é o final dos tempos e o momento em que o servo se encontra com o rei é o juízo final. O rei ao ver a enorme dívida que tinha este servo ia mandá-lo à prisão e, venderia sua esposa e filho, o deixaria sem nada. Era grande a dívida do servo comparada com a pequena dívida que outro servo tinha. O empregado se ajoelha e pede compaixão. Esta compaixão é a mesma que tem Deus com todo aquele que reconhece seu pecado e implora misericórdia.

O empregado perdoado não é capaz de perdoar a dívida de seu colega. Por isso o rei manda chamar o servo injusto e o condena. A dívida para o rei é grande, e a dívida do amigo do empregado era bem menor. Jesus entende que o perdão de Deus é grande e os pecados dos outros contra nós não tem comparação com o pecado nosso contra Deus. O empregado tinha mais motivos para perdoar a seu irmão do que para prendê-lo. Quer dizer que a paciência do rei não é infinita com aqueles que não seguem seu exemplo. Somente perdoando poderemos ser parecidos a Deus. 

Perguntas sobre a leitura:

• Que pergunta Pedro fez a Jesus? Qual a resposta de Jesus, sobre do perdão?

• Para que o rei chama os empregados?O que aconteceu quando analisou as contas?

• Que fez o rei ao empregado que não tinha como pagá-lo?

• O que fez o empregado que ia perder tudo? Que fez o rei com a súplica do empregado?

• O que o empregado perdoado fez com um outro servo que lhe devia?

• O que fez o rei ao saber o que fez o empregado que ele havia perdoado?       

• Com qual afirmação Jesus termina o texto?      

2 - M E D I T A Ç Ã O - O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

Perguntas para a meditação:       

Entendo que Deus me perdoa se peço sua misericórdia? Sou capaz de perdoar sempre? Agradeço o perdão de Deus? Sou capaz de perdoar a meus irmãos quando me pedem perdão? Percebo a grande dívida que tenho com Deus? Quando meus irmãos se arrependem por alguma coisa má que me fizeram, escuto suas palavras e os condeno por suas culpas? Se hoje fosse meu dia de apresentar-me diante do Senhor: Qual o tamanho da dívida que tenho com Ele? 

3 - O R A Ç Ã O - O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

Senhor, venho diante de ti sabendo que tenho falhado e que é muito grande a dívida que tenho. São muitas as coisas que estou te devendo e que em muitas coisas tenho falhado. Porém, Senhor, hoje venho a teus pés implorar tua misericórdia.

Ponho minha fé em teu amor e em tua bondade, para dizer-te: perdoa, Senhor, meus pecados, perdoa minhas culpas e minhas dívidas!

Obrigado, Jesus, por tua misericórdia infinita. Obrigado por tua compaixão. Obrigado por todo teu amor. Senhor, te peço que me dês um coração dócil e agradecido, para que eu, assim como tu, possa perdoar as falhas que meu irmão tenham me feito alguma vez. Obrigado Senhor por tua imensa bondade e misericórdia. Amém! 

4 - C O N T E M P L A Ç Ã O - Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Interiorizemos uma imagem da crucificação de nosso Senhor Jesus Cristo. Observe com muita atenção, contemple e pense no sofrimento e dor que sentiu Jesus. Recorde as palavras de Jesus agonizando: "Pai, perdoa-os eles não sabem o que fazem",

Faça tuas as palavras de Jesus em teu coração. Busca o perdão de Deus para ti. Também deves perdoar a ti mesmo por teus erros e perdoa a teus irmãos que alguma vez falharam contigo, pensa neles e recorda como Deus tem nos perdoado tantas coisas.

Repete muitas vezes alguma frase parecida a esta: Obrigado Senhor por teu perdão!  Senhor, que eu aprenda a perdoar sempre! 

5 - A Ç Ã O - Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?  

Propostas pessoais:

• Faça um sério exame de consciência e reflita como é grande a dívida que tem com o Senhor, depois busque o momento adequado para implorar a misericórdia do Senhor através do sacramento da reconciliação.     

• Vá ao encontro de uma pessoa que não tenha conseguido perdoar algo que ela lhe tenha feito e reconcilie-se com ela ou com ele. 

Propostas comunitárias:

• Vai em busca dos irmãos que se encontram em situações difíceis que os façam distanciar-se de Deus e procure fazer com que eles possam reconciliarem-se com Deus.              

Fonte: Diocese de Petrópolis

 

 

 

Compartilhar

23° Domingo do Tempo Comum - Ano A - 10 de Setembro de 2017

| Imprimir | PDF 

Texto Bíblico - Evangelho de São Mateus 18, 15 – 20

Se acontecer que teu irmão peque, vai ter com ele e procura corrigi-lo a sós. Se ele te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não de te ouvir, toma contigo uma ou duas pessoas para que toda a questão seja resolvida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele recusar ouvi-las, dize-o à Igreja. Se ele recusar ouvir a própria Igreja, seja para ti como um pagão ou pecador. Em verdade eu lhes declaro: tudo o que vocês ligarem na terra será ligado nos céus. E tudo o que desligarem na terra será desligado nos céus. Eu lhes declaro ainda: se dois de vocês na terra, se puserem de acordo para pedir o que quer que seja, isto lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles.

 l – L E I T U R A: O que diz o texto?

Este cap. 18 de Mateus fala sobre quem é maior no Reino os céus. Depois Jesus chama a atenção sobre a falta grave de quem escandalizar os mais simples. Apresenta o cuidado do pastor por uma ovelha que se desgarra. E afirma que Deus sempre acolhe. No trecho de hoje sugere a correção fraterna, e o valor da oração de várias pessoas unidas. Depois no próximo domingo falará sobe o perdão entre irmãos e conta a parábola dos dois devedores de uma quantia e a dupla medida de solução apresentada. 

Cristo sempre nos coloca diante do que acontece todo o dia em nossa vida. Vivemos com outras pessoas que como nós não são perfeitas. E para ajudar-nos uns aos outros para melhorarmos precisamos usar de compreensão: conversar, explicar. Não julgar e condenar, mas tentar ajudar a pessoa a se corrigir. Jesus já apresenta o poder que dará à sua Igreja de ligar e desligar as faltas, perdoá-las ou não em nome de Deus.

Na convivência com outras pessoas, como somos cristãos, além da convivência fraterna devemos orar juntos como filhos de Deus. E Cristo nos incentiva à oração comunitária: Ele está com todos os que oram juntos. 

Indicações para a leitura:

  • Como devemos observar o erro dos outros? Como falar a quem erra?
  • Adianta alguma coisa comentar os erros das pessoas com outros?   
  • Como deve agir o discípulo de Cristo diante do irmão que faz algum mal?
  • Que quer dizer que só Deus pode perdoar os pecados? E os padres, a Igreja ?
  • Por que Deus dá à Igreja pelos padres o poder de perdoar os pecados?
  • Qual o valor da oração pessoal e da oração comunitária? 

2 – M E D I T A Ç Ã O: O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

  • Sei conviver com outros aceitando-os como irmãos que devem se ajudar?
  • Como aceito as observações que fazem sobre meus defeitos?
  • Esforço-me para conviver com pessoas diferentes na educação e formação?
  • Acredito no poder divino que nossa Igreja tem de perdoar meus pecados?
  • Tenho caridade e compreensão para ajudar a quem está errado?
  • Acredito que a confissão ao padre dá-me perdão e graças para melhorar? 

3 – O R A Ç Ã O: O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

Aproveitemos a leitura de hoje da carta de s. Paulo aos Romanos:

Senhor, ajuda-me a me sentir devedor aos que convivem comigo: quero amar a todos, sem distinção. Que eu compreenda que amar de verdade as pessoas começa a fazer bem a mim mesmo. Quero usar este sentimento tão forte que é o amor para mostrar a cada pessoa que eu lhe desejo todo o bem.

Senhor, quero ser vestido por ti com a veste de tua bondade, de acolhimento fraterno a todas as pessoas.

Que eu acorde do sono de meu egoísmo e me abra a todas as pessoas cheio de tua luz para ser para elas a alegria e paz.           

4 – C O N T E M P L A Ç Ã O: Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem? 

Quero me colocar humildemente na presença do Senhor como sou por dentro e por fora: minha maneira de conviver com as pessoas. Olhar as pessoas como irmãos queridos que me querem bem de sua maneira. Não quero enxergar só os defeitos. Deus me ilumine para ver as qualidades deles. O esforço que fazem para serem mais irmãos.

            Que Deus me dê fé e confiança maior no poder de perdão da confissão. Quero acreditar que arrependido sinceramente de meus pecados porque Deus me ama tanto, quando o padre traça o sinal do perdão sobre mim fico totalmente purificado de meus pecados e recebo a força do Espírito Santo para perseverar em meus propósitos.

            Acredito que o Senhor atende a minha oração pessoal sincera. Mas ele se sente mais feliz quando me vê orar com todos os meus irmãos em casa, na comunidade... Quero orar com mais fé junto com todos. 

5 – A Ç Ã O: Com o que me comprometo? Com o que nos comprometemos?

Proposta pessoal: Vou me observar melhor e procurar eu mesmo reconhecer minhas falhas. Quero pedir e aceitar com humildade que me corrijam de minhas falhas. 

Proposta comunitária: Vou combinar com os irmãos com quem faço o trabalho comunitário que todos sejamos sinceros em nos corrigir com caridade e aceitar com humildade toda a correção, pedindo que cobrem nosso esforço.

 

 

Fonte: Diocese de Petrópolis 

Compartilhar

22° Domingo do Tempo Comum - Ano A - 03 de Setembro de 2017

| Imprimir | PDF 

Texto Bíblico - Evangelho de São Mateus 16, 21-27

Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto mas ressuscitaria ao terceiro dia. Pedro então começou a protestar: Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não vai acontecer com o Senhor. Jesus voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te de mim, satanás. Tu és para mim uma pedra de tropeço. Teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens. Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la. Mas quem perder sua vida por minha causa vai ganhá-la. Que adianta à pessoa ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar sua vida? Que é que a pessoa pode dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos e então recompensará a cada um segundo o que fez. Em verdade eu lhes digo, muitos dos que aqui estão não verão a morte, sem que tenham visto o Filho do homem voltar na majestade de seu reino.

1 - L E I T U R A

Jesus fala que deve ir a Jerusalém. Sofrerá por parte dos donos da terra e do dinheiro: os anciãos. Por parte dos donos da religião: os sumos sacerdotes. E por parte dos donos da verdade: os doutores, os professores da lei. Eles representavam o poder econômico, religioso e ideológico que massacrava o povo e eliminava os que pensavam diferente. Cristo diz que será morto por essa elite, o tribunal supremo dos judeus. Só depois disso tudo é que ele ressuscitará no terceiro dia. A reação de Pedro não se faz esperar. Repreende Jesus: Deus não te permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça. Pedro nunca poderia aceitar tal destino para o “seu Senhor”. Jesus, seguindo a vontade do Pai, quer fazer-se servo.Pedro seguindo a vontade humana, quer vê-lo sempre “Senhor”. Queremos sempre fabricar um Jesus segundo nossos caprichos! Para sermos cristãos, temos de aceitar o que Jesus é e o que Ele quer que sejamos. A resposta dura de Jesus a Pedro ensina que apesar de sofrimentos temos de seguir a vontade do Pai. E as exigências para ser seu discípulo: renúncia a toda ambição pessoal, mesmo a custo da própria vida. Nossa vida deve estar sempre nas mãos de Deus. Como está a do seu Filho. Aceitar e tomar a cruz: confiança total em Deus que saberá retribuir-nos com algo maior.

* Porque Cristo quis falar já agora sobre os sofrimentos que teria?       

* Quem eram as pessoas que o fariam sofrer? E por que?

* Por que Pedro reagiu assim?

* Cristo não foi duro demais com a posição de Pedro?

* Que sentido tem ganhar a vida, perder a vida por Jesus?

* Que espera Jesus de seus seguidores diante do que possa acontecer? 

2 – M  E  D  I  T  A Ç  à O

* Quando decide fazer algo, você se pergunta: é isto o que Deus quer de mim?

* Que é que penso e faço quando percebo que não é vontade de Deus?

* Porque tenho medo de decidir seguir o que Deus pede de mim?

* Tenho coragem de apresentar o que se deve fazer mesmo sabendo da reação contrária?

* Que mais dificuldade temos para cumprir a vontade de Deus?

3 – O R A Ç Ã O

Pensemos: tenho muitas vezes sido como Pedro: Quando sinto que Deus me chama para algum trabalho, penso mais em que isto vai me custar. Peçamos ao Espírito Santo que desde já, sem saber o que Deus quer de mim, eu me disponha a aceitar o que me será pedido. Que Deus me dê a coragem de segui-lo, sem mas, sem quem sabe, vou ver... Quero dizer sempre SIM, como Maria, sem perguntar: como vai ser? Digamos a Cristo: como contaste com os apóstolos, podes contar conosco para realizar teu plano de salvação das pessoas que precisam de tua luz, de teu amor. Queremos colaborar também.. Agradeçamos a Deus por Ele querer contar conosco. Que o sofrimento seja a graça que me faça verdadeiro discípulo seu.

4 – C O N T E M P L A Ç Ã O

Imaginemos Cristo pensando em todas as pessoas de nosso tempo: o que estão precisando para seu verdadeiro bem? Nós mesmos com Jesus coloquemos diante de nossos olhos as pessoas que conhecemos. Quem está precisando ouvir Jesus, receber dele as graças para seu bem espiritual? Como muitos santos coloquemos diante de nossos olhos as pessoas que com quem convivemos: que posso fazer por elas? Que meios devo usar para que conheçam Jesus e o sigam?

Que mais poderia eu ter feito por ti? Que mais poderia eu te dar? é a fala de Deus sobre nós e sobre muitas pessoas

5 - A Ç Ã O

Propostas Pessoais              

* Quero reconhecer Jesus todos os dias de minha vida. Vou me propor como iniciar o dia com uma oração pessoal que ponha Jesus no centro do que fazemos.

* Encontrar quais são os momentos em que tenho medo de seguir o que Jesus pede de mim. Buscar ajuda a um diretor espiritual que me oriente a encontrar os caminhos para que a fé no Senhor seja mais sólida.

Propostas Comunitárias

* Procurar saber como buscamos conhecer a Vontade de Deus e procurar segui-la.

* Como parte da Grande Missão da Igreja nós nos comprometamos a ensinar a outros a descobrir a vontade de Deus sem medo de sofrer por causa disso.

 

 

Fonte - Diocesee de Petrópolis

Compartilhar

21° Domingo Comum - Ano A - 27 de Agosto de 2017

| Imprimir | PDF 

Texto Bíblico: Evangelho de São Mateus 16, 13-20

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesaréia de Filipe e perguntou a seus discípulos: Quem dizem os homens que é o Filho do homem? Eles responderam: Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas. Jesus perguntou: E vocês, quem dizem que Eu sou? Então, Simão Pedro respondeu: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo. Jesus respondeu-lhe: Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que te revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as forças do mal não a vencerão. E te dou as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias.

1.     L E I T U R A 

O fato do Evangelho deste domingo realiza-se no norte da Galileia, perto das nascentes do rio Jordão, em Cesaréia de Filipe (hoje atual Bânias). Este fato que nos é proposto ocupa um lugar central no Evangelho de Mateus. Acontece quando começa a aparecer no horizonte de Jesus um destino de cruz. Depois do êxito inicial do seu ministério, Jesus experimenta a oposição dos líderes e um certo desinteresse por parte do povo. A sua proposta do Reino não é acolhida, senão por um pequeno grupo – o grupo dos discípulos. É, então, que Jesus dirige aos discípulos uma série de perguntas sobre si próprio. Não se trata, de medir a sua popularidade. Ele quer tornar as coisas mais claras para os discípulos e confirmá-los na sua decisão de seguir Jesus e de apostar no Reino.

Este fato em Mateus é um pouco diferente do que é apresentado por outros evangelistas (Mc 8,27-30). Mateus aumentou o texto de Marcos, acrescentando a afirmação de que Jesus é o Filho de Deus e a missão confiada a Pedro. O Evangelho convida os discípulos a acolherem Jesus como “o Messias, Filho de Deus”. Assim nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de apresentar as palavras de Jesus, muitas vezes frente aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.

• Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus?

• Quem era Jesus para os discípulos, na voz de Pedro?

• Que disse Jesus à resposta de Pedro?

* Que nome Jesus deu a Simão Pedro e o que lhe prometeu?

2.     O R A Ç Ã O

Mestre do universo, nós Te louvamos porque em todo o tempo enviaste profetas. Iluminados pelo teu Espírito, eles perceberam os sinais dos tempos. Tornados fortes pelo teu Espírito, denunciaram o mal com coragem.

Nós Te pedimos: torna-nos acolhedores dos profetas do nosso tempo, envia-nos pastores para as nossas comunidades e para o nosso mundo.

Nós Te pedimos pelos pregadores, catequistas, mensageiros da tua Palavra. Que o teu Espírito nos eduque para a ação de graças.

Jesus, nosso irmão, com o apóstolo Pedro proclamamos: Filho do homem, novo Elias, grande Profeta, Messias, Filho do Deus vivo. Nós Te bendizemos! Nós Te pedimos por tua Igreja, pelo Papa Francisco, sucessor de Pedro e por todos os bispos a quem confias as chaves do teu Reino.

3.     M E D I T A Ç Ã O

Definir Jesus como o “Filho de Deus” significa, não só que Ele recebe vida de Deus, mas que vive em total comunhão com Deus, que desenvolve com Deus uma relação de profunda intimidade e que Deus Lhe confiou uma missão única para a salvação dos homens. Significa reconhecer a profunda unidade e intimidade entre Jesus e o Pai e que Jesus conhece e realiza os projetos do Pai no meio dos homens. Os discípulos e nós somos convidados a entender dessa forma o mistério de Jesus.

4.     C O N T E M P L A Ç Ã O

Muitas pessoas veem em Jesus um homem bom, atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente. Para outros Jesus é admirável “mestre” de moral, com proposta de vida melhor, mas que não conseguiu impor os seus valores. Para outros Jesus é um admirável condutor de massas, que acendeu a esperança das multidões carentes e órfãs, mas que passou de moda quando as multidões deixaram de se interessar pelo novidade. Outros, ainda, vêem em Jesus um revolucionário, ingênuo, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre, que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos, preocupados em manter tudo como estava.

Acreditamos e aceitamos que Deus Pai enviou Jesus ao mundo com uma proposta de salvação e de vida para todos as pessoas. Não é apenas uma proposta de “um homem” bom, generoso, que podemos admirar de longe e aceitar ou não. É proposta de Deus, para tornar cada homem ou cada mulher uma pessoa nova, capaz de caminhar ao encontro de Deus e de chegar à vida de felicidade sem fim. Jesus hoje vem ao nosso encontro. Que lhe diremos?

5.     A Ç Ã O

Propostas de Ação pessoal

Cristo hoje me pergunta: quem sou Eu? Coloquemos esta questão a nós mesmos, em nossa vida pessoal familiar, social: Quem é Jesus para nós? E que “dizemos” d’Ele – ou não dizemos – quando se apresenta ocasião para testemunhar a nossa fé?

Proposta de Ação na comunidade

Unidos pela palavra de Deus proponhamos escutar, partilhar, viver e anunciar a Palavra onde vivo, trabalho e em minha ação missionária.

 

Fonte – Diocese de Petrópolis

Compartilhar
Back to top

Copyright © Comunidade Sião 2017

Template by Joomla Templates & Szablony Joomla.